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Porto Alegre, sexta-feira, 16 de Novembro de 2018

  • 24/05/2018
  • 12:02
  • Atualização: 12:30

Associação de alimentos contabiliza prejuízo no quatro dia de greve

Mais de 315 caminhões com alimentos perecíveis foram encontrados parados

Mais de 315 caminhões com alimentos perecíveis foram encontrados parados | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

Mais de 315 caminhões com alimentos perecíveis foram encontrados parados | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

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  • Agência Brasil

A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) informou, nesta quinta-feira, que existem mais de 315 caminhões com alimentos perecíveis parados em estradas de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, considerando apenas duas das 106 empresas associadas à Abia. A associação informa que em apenas uma das empresas associadas mais de 1,1 mil toneladas de produtos não foram entregues, o que significa um prejuízo em torno de R$ 3 milhões.

"Também há impacto na produção, cortada por falta de leite que, não sendo captado nas fazendas, terá de ser descartado. Outra empresa apontou perdas de toneladas de pão fresco, paralisação de fábricas por falta de espaço para estocar produtos e desabastecimento de matérias-primas", informa a nota da Abia. O setor de alimentação reúne mais de 35 mil indústrias. A entidade pede urgência nas negociações entre a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), a Associação Brasileira de Caminhoneiros (ABCAM) e o governo federal. Por meio de nota, afirmaram: "Reconhecemos a legitimidade da greve iniciada pelo movimento de caminhoneiros independentes, no entanto, chamamos a atenção para riscos dos bloqueios à circulação de alimentos perecíveis, que, além do desperdício, trazem prejuízos para toda a cadeia produtiva."