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Porto Alegre, sábado, 17 de Novembro de 2018

  • 24/05/2018
  • 18:14
  • Atualização: 18:59

Greve dos caminhoneiros vai afetar a coleta regular de lixo em Porto Alegre

Capacidade da estação do DMLU na Lomba do Pinheiro estourou

Capacidade da estação do DMLU na Lomba do Pinheiro estourou | Foto: Ricardo Giusti

Capacidade da estação do DMLU na Lomba do Pinheiro estourou | Foto: Ricardo Giusti

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  • Jessica Hübler

A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, por meio do Departamento Municipal de Limpeza Urbana DMLU, afirmou nesta quinta-feira que a greve dos caminhoneiros, que chegou ao quarto dia, vai afetar a coleta regular de lixo em Porto Alegre.

"A coleta domiciliar está sendo impactada duplamente. A previsão é de que a capacidade de armazenamento na Estação de Transbordo seja esgotada. Os técnicos estão analisando a possibilidade de dispor os resíduos, de forma provisória, em uma outra área também na região da Lomba do Pinheiro. Apesar da Coleta Seletiva não destinar os resíduos via Transbordo, mas diretamente nas Unidades de Triagem, a redução do combustível disponível da cidade também afeta o serviço. Frente às dificuldades de fornecimento de combustível na capital, o DMLU está estudando alternativas para espaçar as rotinas das coletas", informou o Departamento.

Dos 33 caminhões que fazem o transporte dos resíduos, da Estação de Transbordo para o aterro em Minas do Leão, quatro estavam parados na rodovia BR 290, por conta dos protestos e 29 permaneciam estacionados no pátio da empresa, pois não conseguiam sair. Cada um deles carrega até 24 toneladas. Mesmo que toda a frota faça o deslocamento entre a Estação e o aterro, seriam 792 toneladas transportadas, menos de 1/3 do que já está armazenado

A capacidade da Estação de Transbordo do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), localizada na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, estourou a capacidade de 4 mil toneladas de resíduos. Diariamente, são recolhidas 2 mil toneladas na cidade e, por conta da dificuldade de acesso das carretas que levam o lixo para o aterro sanitário de Minas do Leão, a montanha está cada vez maior. Os resíduos de quarta-feira ainda não chegaram ao aterro e começaram a acumular.

Nesta tarde máquinas como uma escavadeira e uma pá carregadeira trabalhavam no local para readequar o montante e ampliar o espaço para a chegada de mais e mais toneladas de resíduos. Já havia mais de 3 mil toneladas armazenadas na Estação, antes mesmo da chegada da coleta noturna. Com a falta de combustível na Capital, também há um alerta para a possibilidade de interrupção nos serviços de coleta, tanto a domiciliar, quanto a seletiva.