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Porto Alegre, quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

  • 27/05/2018
  • 12:39
  • Atualização: 19:06

Caminhões deixam a Refap para abastecer a BM e três empresas de ônibus

Carris receberá combustível graças a um forte esquema de segurança montado em Canoas

Caminhões foram escoltados pelos órgãos de segurança sob vaias dos manifestantes  | Foto: Alina Souza

Caminhões foram escoltados pelos órgãos de segurança sob vaias dos manifestantes | Foto: Alina Souza

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  • Cláudio Isaías

No momento em que o governo federal negocia o fim da paralisação dos caminhoneiros, que entrou neste domingo no sétimo dia, os petroleiros organizam uma greve nacional “de advertência“. A paralisação de 72 horas será a partir da próxima quarta-feira. A mobilização é liderada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos filiados. Neste domingo, houve atrasos e cortes de rendição nas quatro refinarias e fábricas de fertilizantes: Rlam (BA), Abreu e Lima (PE), Repar (PR), Refinaria Alberto Pasqualini (Refap/RS), Araucária Nitrogenados (PR) e Fafen Bahia.

Nesta segunda-feira, a FUP e seus sindicatos promovem o Dia Nacional de Luta, com atos públicos e mobilizações. Em nota, a FUP informou que a paralisação dos petroleiros pretende pressionar o governo federal a reduzir os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, também é uma manifestação contra a eventual proposta de privatização da Petrobras e a gestão do presidente da empresa, Pedro Parente. “A greve de advertência é mais uma etapa das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria”, diz o comunicado da FUP.

No domingo pela manhã, um grupo de sindicalistas e caminhoneiros protestaram na frente da Refiaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, durante a saída dos caminhões com combustíveis que eram escoltados pela Brigada Militar e por batedores da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Os motoristas que deixavam a Base de Canoas (Banoas), em Canoas, de onde os veículos saem prontos para abastecer os postos de combustíveis eram vaiados pelos manifestantes que carregavam cartazes como “Defender a Petrobras é defender o Brasil “ e “Somos Todos Caminhoneiros”. No local, um forte esquema de segurança foi montado com a presença de integrantes do Pelotão de Operações Especiais (POE) da Brigada Militar o que permitiu a saída dos condutores.

Um dos caminhões foi para a cidade de Sapucaia do Sul e Novo Hamburgo para abastecer toda a frota de veículos da Brigada Militar. Por volta das 11h20min, mais três caminhões escoltados pela polícia militar deixaram a sede da Banoas e seguiram pela BR 116 em direção a empresa Carris, em Porto Alegre, e também para as empresas de ônibus com sede em Cachoeirinha e Gravataí. Em função do deslocamento dos três caminhões, o trânsito na rodovia no sentido interior/Capital ficou lento nas proximidades da Praça do Avião.

A dirigente sindical Miriam Cabreira, do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro/RS),disse que a mobilização da categoria está mantida “Decidimos por uma greve nacional na quarta-feira e seguiremos realizando na segunda-feira e a amanhã os modelos de rendição controlada dos trabalhadores”, destacou.