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Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

  • 01/06/2018
  • 18:52
  • Atualização: 18:54

EGR deixará de arrecadar R$ 6 milhões por ano devido à MP

Medida do governo federal isenta cobrança de pedágio sobre os eixos suspensos

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  • Jessica Hübler

A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) deixará de arrecadar R$ 6 milhões por ano. Isto porque passou a cumprir, na segunda-feira, 28 de maio, a Medida Provisória (MP) 833, publicada no domingo pela Presidência da República, que determina que “os veículos de transporte de cargas que circularem vazios nas vias terrestres federais, estaduais, distritais e municipais ficarão isentos da cobrança de pedágio sobre os eixos que mantiverem suspensos”.

A medida é válida para todo o território nacional e já está sendo cumprida nas 14 praças de pedágio administradas pela EGR no Rio Grande do Sul. Para usufruir da isenção de tarifa sobre o eixo suspenso, os caminhões deverão utilizar as cabines manuais, até que o sistema de cobrança automático passe por ajustes técnicos.

Conforme o diretor-presidente da EGR, Nelson Lidio Nunes, a isenção vai representar uma diminuição de receita globa da companhia de R$ 500 mil por mês, em torno de R$ 6 milhões em 12 meses. "Outro número que também é significante, é que, neste período todo da paralisação, com a redução do tráfego, e também até a retomada definitiva, dentro das nossas estimativas, houve a redução de mais R$ 6 milhões", disse.

Somando o período da paralisação com a diminuição de receita em 12 meses, a EGR deixou de arrecadar R$ 12 milhões. "Evidentemente temos uma programação de investimentos da companhia e estamos reavaliando algumas questões para realinhar os prazos, mas não vamos deixar de fazer nenhuma ação programada", destacou. Conforme a EGR, não há previsão de reajuste de tarifas.

Obras devem ser concluídas

Segundo Nunes, 100% das ações programadas pela EGR serão cumpridas. Entre elas as manutenções das rodovias, a construção do viaduto da RS 040 com a 118 em Viamão, faixas laterais que estão previstas em Sapiranga, entre outras. "Pode ser que a execução de algumas intervenções demorem um pouco mais, para poder não prejudicar as obras que sejam prioritárias por parte da companhia e que tem interferência direta com a questão da segurança", explicou.

A Triunfo Concepa e a Ecosul, concessionárias de rodovias federais no Estado, não cobram tarifas nos pedágios para eixo suspenso desde 2015, em função da Lei dos Caminhoneiros (lei nº 13.103/2015).