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Porto Alegre, terça-feira, 13 de Novembro de 2018

  • 08/06/2018
  • 12:22
  • Atualização: 12:37

Reator nuclear vai baratear tratamento de doenças graves, diz Temer

Tecnologia permitirá ainda produção de fontes radioativas para indústria, agricultura e meio ambiente

Reator nuclear vai baratear tratamento de doenças graves, diz Temer | Foto: Cesar Itiberê / PR / CP

Reator nuclear vai baratear tratamento de doenças graves, diz Temer | Foto: Cesar Itiberê / PR / CP

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  • Agência Brasil

O presidente Michel Temer participou nesta sexta-feira da cerimônia de lançamento da pedra fundamental do Reator Multipropósito Brasileiro e do início dos testes de integração dos turbogeradores do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica, no município de Iperó, interior de São Paulo. O reator vai produzir radioisótopos para a fabricação de medicamentos usados no tratamento de doenças nas áreas de cardiologia, oncologia, hematologia e neurologia.

"Hoje, somos obrigados a importar fármacos para combater várias doenças, principalmente o câncer. O tratamento fica mais complicado e, naturalmente, mais caro, porque o país depende de fornecedores estrangeiros", disse o presidente. Com o reator, segundo o presidente, o Sistema Único de Saúde (SUS) aumentará os atendimentos a casos de câncer, além de reduzir custos no tratamento já que os medicamentos terão preço de custo.

A tecnologia permitirá ainda a produção de fontes radioativas para a indústria, agricultura e meio ambiente. A previsão é que o reator comece a funcionar em 2024. O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, que também participou do evento, informou que o reator faz parte do programa nuclear da Marinha, voltado apenas para fins pacíficos.

"O reator terá toda uma infraestrutura de laboratórios, capazes de realizar testes de verificação dos efeitos da radiação", disse o ministro. A tecnologia tornará o Brasil referência em medicina nuclear, pois será autossuficiente na produção de radioisótopos. Como o número de reatores deste porte é pequeno em todo o mundo, o Brasil poderá, inclusive, tornar-se exportador da tecnologia.