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Porto Alegre, terça-feira, 20 de Novembro de 2018

  • 26/06/2018
  • 08:37
  • Atualização: 08:55

Ruas e avenidas esburacadas são realidade em Porto Alegre

Falta de manutenção tem gerado buracos, rachaduras, crateras e ondulações nas vias

Falta de manutenção tem gerado buracos, rachaduras, crateras e ondulações nas vias  | Foto: Mauro Schaefer

Falta de manutenção tem gerado buracos, rachaduras, crateras e ondulações nas vias | Foto: Mauro Schaefer

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A falta de manutenção constante e a crise financeira agravam ainda mais um problema crônico em Porto Alegre: os buracos nas ruas, avenidas e corredores de ônibus. Quem dirige pela cidade, chega a ficar impaciente com a situação e acaba optando, muitas vezes, por deixar o carro em casa e evitar o desgaste e a possibilidade de danos ainda maiores. Na faixa do corredor de ônibus da avenida João Pessoa, a profundidade do buraco se assemelha a um degrau. 

“A nossa máquina pública em Porto Alegre não está sadia. Ela tem despesas muito maiores que receitas e então acaba deixando de prestar serviços porque gastou mais em algumas áreas e menos onde devia gastar”, já havia explicado o prefeito Nelson Marchezan Júnior. De acordo com ele, a rua esburacada é um dos reflexos dos problemas financeiros da prefeitura. “Tapar buraco e fazer rua é essência do serviço público municipal, é da prefeitura, não tem como transferir essa responsabilidade”, enfatizou.

Conforme o secretário de Infraestrutura e Mobilidade, Luciano Marcantônio, entre 2012 e 2016, a média de utilização do Concreto Betuminoso Usinado a Quente era de 13 mil toneladas anuais. Em 2017, foram utilizadas 6 mil toneladas. “Essa é a nossa realidade, tivemos problemas com contratos na troca de gestão, mas não queremos condenar ninguém, precisamos normalizar o serviço”, explicou o secretário. Quando assumiu a pasta, Marcantônio fez a compra emergencial de 200 toneladas de Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP), que resultarão em mais de 3,3 mil toneladas de concreto quente para ser aplicado nas vias da cidade.

Segundo Marcantônio, a Divisão de Conservação de Vias Urbanas (DCVU) atende demandas diariamente e, toda terça-feira, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Smim) publica no portal da prefeitura o balanço semanal da Operação Tapa-Buracos. Os problemas de drenagem também influenciam na conservação das vias da Capital. Conforme Marcantônio, uma coisa leva a outra. “Nossas redes de esgoto pluvial estão extremamente precárias, antigas e assoreadas. Isso gera muito problema para as nossas ruas, principalmente por conta da infiltração”, disse.

Com relação às ondulações do asfalto, observadas principalmente em corredores de ônibus junto às paradas e ao longo de vias, junto ao meio-fio, Marcantônio explicou que há uma licitação em andamento para garantir os serviços necessários. “Até o final deste ano, com a licitação dos novos caminhões térmicos e de máquinas que cortam camadas do pavimento asfáltico, teremos condições de reduzir as ondulações asfálticas”, destacou. Também está em licitação a aquisição de 3 mil toneladas de Cimento Asfáltico de Petróleo, que devem se transformar em 50 mil toneladas de concreto quente. “A partir de agosto, com certeza vamos normalizar a situação dos buracos na cidade”, declarou. Qualquer problema encontrado pelas ruas de Porto Alegre pode ser encaminhado à Smim através do telefone 156.

Lixo espalhado no Centro 

Ruas do Centro Histórico têm registrado, com frequência, sacolas de resíduos orgânicos que deveriam estar dentro dos contêineres. Além da poluição visual e do odor desagradável, a “bagunça” atrapalha a coleta automatizada. “É uma área em que precisamos evoluir bastante, principalmente na relação com as prestadoras de serviço. É um problema histórico na cidade e com a falência da máquina pública, isso ficou mais evidente”, ressaltou o prefeito Nelson Marchezan Júnior. Segundo ele, a situação é mais localizada na região Central. “Temos que aumentar a fiscalização nisso”, afirmou.

O aumento da população em situação de rua também tem impactado. “Algumas pessoas, através da coleta irregular de lixo, acabam gerando um problema, um desconforto para aqueles que estão próximos desses locais”, explicou. Uma moradora da região disse que o problema está cada vez mais comum.

A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb) informou que, diariamente, em Porto Alegre, são coletadas cerca de 2 mil toneladas de lixo orgânico, das coletas domiciliar e automatizada. Aproximadamente 260 toneladas são recicláveis, que não deveriam estar misturadas com o resíduo orgânico. O descarte irregular dos resíduos impacta pelo menos duas formas, de acordo com a SMSUrb. Um dos impactos é o financeiro, na vida de mais de 200 famílias, pois o reciclável deveria chegar à Unidade de Triagem e beneficiar as pessoas que vivem disso. E também o trabalho do DMLU acaba sendo ampliado, porque é preciso fazer a limpeza do entorno dos contêineres.