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Porto Alegre, terça-feira, 25 de Setembro de 2018

  • 10/07/2018
  • 21:05
  • Atualização: 21:14

Justiça rejeita denúncia contra pais de vítimas da Kiss por calúnia

Com a decisão, não restam mais ações judiciais contra algumas famílias processadas

Justiça rejeita denúncia contra pais de vítimas da Kiss por calúnia  | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

Justiça rejeita denúncia contra pais de vítimas da Kiss por calúnia | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

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A Justiça de Santa Maria rejeitou, nesta terça-feira, a última denúncia contra pais de vítimas da tragédia da Boate Kiss. O presidente da Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), Sergio Silva, e do vice-presidente, Flavio José da Silva, eram acusados por calúnia pelo promotor Ricardo Lozza.

No processo, Flavio tentou provar que não caluniou o promotor e que falou apenas a verdade, ao dizer que o Ministério Público sabia que a casa noturna funcionava de forma irregular. No julgamento, a chamada "exceção da verdade" teve placar final de 20 votos a 2 contra o pai. Por isso, o advogado da AVTSM, Pedro Barcellos Jr., apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.

Porém, o agravo em recurso extraordinário da exceção da verdade de não foi analisado pelo Supremo, pois o ministro Luiz Fux negou. Por isso, o processo voltou para Santa Maria, para o juiz Leandro Augusto Sassi. Com a decisão, da 4ª Vara Criminal de Santa Maria, não restam mais ações judiciais contra as famílias já que esta era a última em tramitação.

Flávio é pai de Andrielle, que morreu na tragédia aos 22 anos. Sérgio da Silva é pai de Augusto, estudante de direito que tinha 20 anos.

Outros processos contra pais de vítimas

Em julho de 2017, o pai da vítima Paulo Carvalho foi absolvido após responder processo por calúnia e difamação em ação criminal ingressada pelos promotores Joel Dutra e Maurício Trevisan.

Também foi processada Irá Mourão Beuren, a Marta, mãe de Silvio Beuren Junior. Ela foi inocentada no processo cível que sofria por injúria, difamação e falsidade ideológica. Marta foi processada pelo promotor aposentado João Marcos Adede y Castro e pelo filho dele, o advogado Ricardo Luís Schultz Adede y Castro, por causa de um artigo escrito por Irá e publicado no jornal Diário de Santa Maria.