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  • 12/07/2018
  • 14:22
  • Atualização: 14:23

Defensoria lança álbum de figurinhas baseado em ações do dia a dia

Ajudar os pais com tarefas domésticas, ler um livro e pedir desculpas são algumas das iniciativas

Estudantes da rede pública receberam os álbuns | Foto: Alina Souza

Estudantes da rede pública receberam os álbuns | Foto: Alina Souza

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  • Cláudio Isaías

Com o objetivo de que crianças em situação de vulnerabilidade social da rede de ensino fundamental aprendam práticas de cidadania, a Defensoria Pública do Rio Grande do Sul lançou nesta quinta-feira um álbum de figurinhas baseado em ações do dia a dia como ajudar os pais com tarefas domésticas, ler um livro ou pedir desculpas. Além disso, na oportunidade foi lançada a cartilha "Criança feliz é criança com direitos respeitados". Os dois materiais foram distribuídos aos alunos da escola municipal de Ensino Fundamental Migrantes, na zona Norte de Porto Alegre.

A iniciativa que reuniu mais de 50 crianças no pátio da escola foi organizada pela Defensoria Pública em parceria com o Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente (Nudeca). A defensora pública Isabel Rodrigues Wexel, do Núcleo de Defesa Agrária e Moradia, disse que o material lúdico com 12 figuras entregue aos alunos possui mensagens como "agradecer ao professores", "dizer eu te amo em casa" , "pedir desculpa" ou "conversar com um colega de aula que não tenha muito contato".

Segundo Isabel Rodrigues, a ideia é que o material seja distribuído pelos defensores públicos em escolas municipais e estaduais durante os atendimentos às famílias. Já a cartilha possui informações para pais e responsáveis conhecerem os direitos de crianças e adolescentes e a atuação da Defensoria Pública na defesa destes direitos.

Conforme Isabel Rodrigues, entre as demandas que a instituição atende, na área da Infância e Juventude, estão matrícula em creche ou escola de educação infantil, pedidos de medicamentos, leitos em hospitais, internações, defesa de adolescente em conflito com a lei, entre outras. A diretora da escola Migrantes, Ana Paula Araújo, afirmou que a atividade é de extrema importância porque ajuda no esclarecimento e consciência dos direitos das crianças e adolescentes.

"Qualquer ação do Poder público ou de empresas vai contribuir para uma melhor qualidade de vida das crianças", acrescentou a diretora.

A escola de turno integral Migrantes atende a 200 alunos do jardim ao 9º ano, a sua maioria moradores da Vila Dique na zona Norte da cidade. No turno inverso da instituição de ensino, os estudantes realizam oficinas de música, dança e capoeira.