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Porto Alegre, domingo, 23 de Setembro de 2018

  • 30/07/2018
  • 10:15
  • Atualização: 14:44

Motoristas de aplicativo fazem protesto por mais segurança em Porto Alegre

Caminhada foi pela região Central da Capital, passando pela prefeitura, Palácio Piratini e escritório da Uber

Motoristas de aplicativo pedem mais segurança | Foto: Guilherme Testa

Motoristas de aplicativo pedem mais segurança | Foto: Guilherme Testa

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  • Cláudio Isaías

Pelo menos 400 motoristas de aplicativo (Uber, Cabify e 99) protestaram na manhã desta segunda-feira em Porto Alegre. O grupo pediu mais segurança, após os recentes episódios de assaltos e mortes de colegas. Os manifestantes partiram às 9h40min, do Largo Zumbi dos Palmares, no bairro Cidade Baixa, onde deixaram os veículos em direção ao Paço Municipal.

O presidente da Associação da Liga dos Motoristas de Aplicativos (Alma), Joe Moraes, disse que a falta de segurança preocupa os condutores e que seria ideal a intensificação das abordagens policiais. Ele defendeu a colocação de mais câmeras de videomonitoramento na cidade e uma melhor identificação dos carros.

"Queremos mais atenção dos órgãos de segurança pública com a nossa categoria", explicou. Moraes ressaltou ainda que  os aplicativos precisam fazer um cadastro melhor de identificação do usuário com foto e documento de identidade. Segundo ele, os profissionais querem ter a opção ou não de trabalhar com dinheiro e que também possa ter acesso ao destino escolhido pelo passageiro. Essas reivindicações da categoria foram discutidas com o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Marcelo Soletti, durante audiência com integrantes dos aplicativos. 

No encontro com Soletti, os motoristas de aplicativo discutiram os vetos do prefeito Nelson Marchezan Júnior a emendas de projetos aprovados na Câmara Municipal de Porto Alegre, que segundo a categoria, trariam mais segurança aos profissionais. Os motoristas de aplicativo saíram em caminhada pela avenida Loureiro da Silva, rua Luiz Englert, avenida Paulo Gama, Túnel da Conceição, no sentido bairro/Centro, avenida Mauá e prefeitura de Porto Alegre. Depois de uma audiência com o diretor-presidente da EPTC, os manifestantes  seguiram em caminhada pela avenida Borges de Medeiros e rua Jerônimo Coelho até o Palácio Piratini.

A manifestação terminou com uma carreata até o escritório da Uber, na avenida Padre Cacique, onde os motoristas voltaram a pedir mais segurança. Durante o protesto no Túnel da Conceição, alguns motoristas de aplicativos discutiram com taxistas que estavam próximos da Estação Rodoviária de Porto Alegre. Em razão da manifestação, que passou pela prefeitura de Porto Alegre, Palácio Piratini e depois pelo escritório da Uber, na avenida Padre Cacique, no bairro Menino Deus, o trânsito ficou lento e congestionado na região Central da cidade.

O ato foi a segunda manifestação da categoria em uma semana. Na segunda-feira passada, os motoristas realizaram uma carreata em homenagem ao colega Sidney Moreira, que foi encontrado morto em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, após aceitar uma corrida por aplicativo. Conforme  a Alma, ocorre uma média de três a quatro assaltos por dia de motoristas do transporte de passageiros por aplicativos (apps).