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Porto Alegre, quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

  • 06/08/2018
  • 13:43
  • Atualização: 13:50

Aula pública em frente à escola voltada para moradores de rua marca 7º dia de greve

Servidores de Porto Alegre denunciam cortes de verba na educação

Cerca de 200 professores participaram da atividade | Foto: Guilherme Testa

Cerca de 200 professores participaram da atividade | Foto: Guilherme Testa

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  • Cláudio Isaías

No sétimo dia de greve, os servidores municipais realizaram um protesto em frente à Escola Municipal de Ensino Fundamental Porto Alegre (EPA), na rua Washington Luiz, no Centro Histórico. Nesta segunda-feira, os professores organizaram uma aula pública na calçada da instituição de ensino para denunciar os ataques que a educação municipal vem sofrendo por parte do governo do prefeito Nelson Marchezan Júnior.

A diretora-geral da Associação dos Trabalhadores em Educação de Porto Alegre (Atempa), Sínthia Santos Mayer, afirmou que os professores sofrem com o descaso, o desrespeito e os retrocessos promovidos pelo Executivo municipal. "Impuseram alteração da rotina escolar que resultou na redução de carga horária de aula e no fim do acompanhamento dos professores nas refeições dos alunos pequenos", destacou.

Além disso, segundo a Atempa, ocorreu uma diminuição de R$ 2 milhões em comparação com 2016 na compra de alimentação para as instituições de ensino. "Acabaram com as reuniões pedagógicas nas escolas e cortaram projetos e programas", explicou.

Foto: Guilherme Testa

O protesto foi realizado no retorno às aulas na rede municipal que ocorreu no dia de ontem.Segundo Sínthia Mayer, as escolas municipais sofrem com a falta de professores e com obras inacabadas. "Estão acabando com a oferta de educação para jovens e adultos à noite e os professores estão sem condições de fazer seu planejamento. Também são obrigados a ficar na instituição de ensino mesmo no tempo dedicado a estudos e pesquisas para planejar as aulas".

A diretora-geral da Atempa afirmou que a aula foi realizada na rua porque a educação pública municipal está sob ataque do prefeito. "A escola EPA é um símbolo de inclusão e de um projeto que os educadores acreditam", acrescentou. Ela explicou que ao não dialogar e tentar impor retrocessos que ameaçam conquistas históricas da educação de Porto Alegre, o prefeito desrespeita toda a comunidade escolar e causa graves prejuízos ao futuro de crianças e adolescentes.

A aula pública na sede da EPA contou com mais de 200 docentes das escolas Nossa Senhora do Carmo, Pasqualini, Monte Cristo, Ludovino Fanton, Afonso Guerreiro Lima, Neusa Brizola, Timbáuva, São Pedro e Victor Issler.