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Porto Alegre, quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

  • 17/08/2018
  • 09:30
  • Atualização: 14:22

Estudantes e servidores de Porto Alegre fazem caminhada em defesa do transporte público

Grupo está concentrado em frente ao Colégio Parobé e seguirá até o Paço Municipal

Manifestantes em caminhada pela avenida Loureiro da Silva para protestar | Foto: Alina Souza

Manifestantes em caminhada pela avenida Loureiro da Silva para protestar | Foto: Alina Souza

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  • Henrique Massaro

Uma multidão tomou as ruas de Porto Alegre em protesto na manhã desta sexta-feira. O grupo, formado majoritariamente por estudantes, fez uma concentração em frente a Escola Técnica Estadual Parobé, na avenida Loureiro da Silva, e seguiu em caminhada pelas ruas do Centro Histórico. O ato era, principalmente, em defesa da permanência do meio passe estudantil no transporte público, mas também contrário a medidas dos governos Federal e Estadual na área da Educação.

A concentração começou logo no início da manhã e, por volta de 8h30min, centenas de manifestantes já estavam reunidos em frente à Parobé. Cerca de uma hora depois, diversas pessoas continuavam chegando às proximidades da escola, fazendo com que uma das pistas da avenida Loureiro da Silva – no sentido Centro/zona Norte - fosse bloqueada para o trânsito, que era controlado por agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

A multidão era composta principalmente por alunos das redes municipal e estadual de ensino, mas universitários, professores, parlamentares e representantes do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) também participavam. Próximo às 10h, o grupo partiu em caminhada pela Loureiro da Silva, passando pelo túnel da Conceição e avenida Mauá, até chegar ao Paço Municipal.

Dentro do túnel, o ato teve um de seus momentos de maior força. A quantidade de manifestantes ocupava quase metade do espaço, que retumbava os gritos à favor do meio passe estudantil e contra o governo Nelson Marchezan Júnior. Em alguns momentos, as cantorias também eram contrárias ao presidente Michel Temer e ao governador José Ivo Sartori.

A chegada na sede da prefeitura, isolada pelas forças policiais, concentrou as reclamações contra o chefe do Executivo municipal. “Foram solicitadas inúmeras reuniões, nós nunca fomos ouvidos pelo Marchezan, mas a gente está sempre aberto ao diálogo e vamos continuar na pressão para garantir que o meio passe, que é o nosso principal direito, fique conosco”, disse a presidente da União Metropolitana dos Estudantes Secundários de Porto Alegre (Umespa), Vitória Cabreira, ao se referir do projeto na Câmara de Vereadores que busca a retirada do benefício.

De acordo com ela, o protesto também era contra Sartori em função do fechamento de 37 escolas em seu governo e Temer devido à reforma do Ensino Médio. A participação do Sindicato dos Municipários, em greve que completa 18 dias hoje, novamente gerou discordâncias entre os servidores e a prefeitura.

Prefeitura critica manifestação

Em nota, o Executivo disse que a categoria afrontou a Justiça, pois contrariou compromisso assumido em audiência de conciliação e não informou às autoridades de segurança sobre as manifestações, além de não ter cumprido o acordado em relação à emissão de ruídos.

“Segue protagonizando ações destrutivas e prejudiciais para a cidade e seus moradores. O Executivo Municipal segue repudiando estas atitudes que demonstram que o Simpa está a serviço de partidos políticos em campanha eleitoral”, completa o comunicado.

O diretor-geral do Simpa, Alberto Terres, disse que a manifestação era dos estudantes, que solicitaram o carro de som emprestado. “A participação de alguns servidores foi em solidariedade a pauta dos estudantes”, disse.

A Umpespa, por meio de sua assessoria de comunicação, informou que a EPTC foi, sim, informada, apresentando, inclusive, um ofício ao diretor-presidente Marcelo Soletti. No canto da página, há uma anotação que informa que o documento foi recebido no dia 15 de agosto, dois dias antes da caminhada