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Porto Alegre, terça-feira, 13 de Novembro de 2018

  • 03/09/2018
  • 16:50
  • Atualização: 17:03

MPF pede inquérito para apurar causas de danos a museu

Acervo de aproximadamente 20 milhões de peças foi praticamente inteiro destruído por incêndio

Grupo de Trabalho e Câmara destacam que restrições orçamentárias afetam diretamente preservação | Foto: Carl de Souza / AFP / CP

Grupo de Trabalho e Câmara destacam que restrições orçamentárias afetam diretamente preservação | Foto: Carl de Souza / AFP / CP

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Um inquérito policial será instaurado para apurar as causas e as responsabilidades pelo dano causado ao acervo e ao edifício do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, informou nesta segunda-feira a Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria-Geral da República. O acervo de aproximadamente 20 milhões de peças foi praticamente inteiro destruído por um incêndio na noite deste domingo. O Grupo de Trabalho Patrimônio Cultural e o colegiado da Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do Ministério Público Federal (MPF) lamentaram o ocorrido.

Em nota divulgada nesta segunda, o Grupo de Trabalho e a Câmara destacaram que as restrições orçamentárias, a "drástica redução de investimentos" e o loteamento político de cargos de gestão da cultura afetam diretamente a preservação do patrimônio cultural e inviabilizam as possibilidades de sucesso nos projetos nacionais, regionais e locais. "A perda é irreparável e a falta de estabelecimento de prioridades das políticas públicas na área cultural afetam não somente o Brasil mas toda a humanidade. A reconstrução do seu prédio apenas preservará o referencial arquitetônico daquele monumento, mas jamais os tesouros que compunham seu acervo", diz a nota.

No Rio para reuniões, a chefe do MPF, procuradora-geral da República Raquel Dodge, disse que a população amanheceu de luto "pela grande perda para o patrimônio cultural brasileiro e mundial". Para ela, "essa tragédia" deve despertar "a urgência de preservar a memória". "A memória é o alicerce da vida, nos ensina o que somos e nos identifica. Sem memória, perdemos referências e corremos o risco de repetir erros ou de não compreender a escala positiva de nossos avanços", disse.