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  • 04/09/2018
  • 09:07
  • Atualização: 09:30

Reitor quer retomar aulas e pesquisa em anexos no entorno do Museu Nacional

Roberto Leher disse que MEC já sinalizou verbas para proteção estrutural da fachada do prédio

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Reitor quer "módulos" na área vizinha ao museu para retomar aulas e pesquisa | Foto: Mauro Pimentel / AFP / CP

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O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Roberto Leher, pretende instalar módulos em uma área anexa ao Museu Nacional, visando a retomar, no começo de 2019, aulas e pesquisas que aconteciam no interior da unidade antes do incêndio. "É preciso iniciar uma recuperação da vida acadêmica", disse Leher ao jornal O Estado de S. Paulo. Aliado à recuperação acadêmica, o reitor já discute junto aos ministérios da Educação e Cultura uma reforma emergencial do prédio e outras reformas estruturais e mais refinadas do interior, o que pode levar mais tempo.

Leher disse que o Ministério da Educação já sinalizou com verbas para realizar a proteção estrutural do que restou do incêndio, principalmente da fachada. "Vamos fazer um reforço, uma cobertura do telhado e acelerar a logística de análise do que ainda pode ser aproveitado. Tínhamos muito material relacionado à geologia, rochas, que estavam em armários e esperamos que tenha ocorrido alguma proteção", disse.

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Após a reforma emergencial, a reitoria prevê dois processos de licitação: um para a engenharia pesada de reconstrução da estrutura e outra, posterior, para a conclusão da edificação de maneira refinada, segundo explicou Leher. "Acredito que em 2020 possamos estar na segunda etapa, trabalhando em contato com o Iphan para o acabamento, que certamente é uma etapa muito mais complexa e cara", acrescentou.

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De forma concomitante a essas obras, a reitoria quer que para o início do semestre letivo de 2019 estejam montados módulos na área anexa ao museu. As estruturas pré-moldadas poderia receber aulas e pesquisa, com objetivo de retomar a "vida acadêmica" que era tocada no museu. A pós-gradução em Antropologia Social, lembrou Leher, tem nota 7 na Capes, considerada a nota de excelência.

"Para que isso ocorra, precisamos continuar com todos os pesquisadores, é preciso infraestrutura. Há uma área anexa que não está sendo utilizada e queremos aproveitar para a logística dos laboratórios. Estamos trabalhando na liberação do terreno", disse Leher.