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Porto Alegre, sábado, 22 de Setembro de 2018

  • 04/09/2018
  • 15:25
  • Atualização: 18:50

Moradores das Ilhas do Guaíba estão em estado de alerta

Defesa Civil se preocupa ainda com água dos rios Jacuí, Sinos e Caí

Defesa Civil de Porto Alegre está monitorando a região | Foto: Guilherme Testa

Defesa Civil de Porto Alegre está monitorando a região | Foto: Guilherme Testa

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  • Cláudio Isaías

Os moradores das ilhas Grande dos Marinheiros, Pintada, Flores e Pavão estão em estado de alerta em razão da chuva dos últimos dias. Nesta terça-feira, na Ilha da Pintada, o Centro Integrado de Comando da Cidade de Porto Alegre (Ceic) registrou que o nível do Guaíba media 1m92cm. O vento sul represava a água. Em razão disso, a Defesa Civil de Porto Alegre está monitorando a região das Ilhas que não encontra registros de desalojados e nem desabrigados.

Os técnicos da Defesa Civil estão preocupados que ainda tem água para chegar dos contribuintes Rio Jacuí, Sinos e Caí com o agravante que o vento é do quadrante Sul nesta quarta-feira o que poderia resultar em risco de cheia portanto nos próximos dias.

Com a subida do nível do Guaíba, os moradores da avenida Nossa Senhora Aparecida, na Ilha Grande dos Marinheiros, estão adotando algumas medidas de segurança. A dona de casa Ana Cláudia da Silva Ribeiro, que mora na região há mais de 25 anos, disse que a família mudou a sua rotina para evitar prejuízos com a cheia que já é tradicional na região.

"Os móveis já estão no alto e agora colocamos madeiras para que os animais fiquem protegidos", destacou Ana Cláudia que observava o pátio tomado pela água do Guaíba. Já Lucas Eduardo Souza, também residente na avenida Nossa Senhora Aparecida, explicou que o pai e os três irmãos colocaram os móveis para o alto. "Começamos a agir na manhã de segunda-feira porque a água começou a subir muito rápido e tomou conta do pátio", ressaltou. Segundo a Defesa Civil de Porto Alegre, em cinco dias, os volumes acumulados de chuva atingiram 170 mm.

O mês de agosto registrou um acréscimo de 50mm em relação ao mês de julho. "A nossa preocupação é que as pessoas não fiquem desamparadas em dias chuvosos. O trabalho preventivo realizado durante o ano fez com que as ocorrências se minimizassem”, explicou o coordenador da Defesa Civil, Adriano Krukoski.

Desde o começo da chuva na quinta-feira passada, as equipes da Defesa Civil atenderam mais de 70 chamados, orientados pelo telefone de urgência 199.