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Porto Alegre, terça-feira, 13 de Novembro de 2018

  • 04/09/2018
  • 15:31
  • Atualização: 15:36

Defesa Civil descarta risco de desabamento do prédio do Museu Nacional

Órgão manteve interdição do prédio já que há possibilidade de queda de vigas e divisórias

Polícia Federal não respondeu sobre trabalho de perícia e segurança no local | Foto: Carl de Souza / AFP / CP

Polícia Federal não respondeu sobre trabalho de perícia e segurança no local | Foto: Carl de Souza / AFP / CP

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  • Agência Brasil

Após o incêndio no domingo que destruiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro, a Defesa Civil descarta o risco de desabamento do prédio. Apesar de as paredes externas serem sólidas e não apresentarem danos, elementos da fachada como gradis, revestimentos e adornos, entretanto, podem ceder. Internamente, há risco de queda de lajes, vigas e divisórias. Por isso, a Defesa Civil mantém a interdição do prédio histórico.

Segundo o laudo emitido na tarde de pela Defesa Civil Municipal, "o quadro verificado caracteriza risco de desabamento internos, com paredes divisórias, sem amarração devido ao desabamento do telhado, dos pisos e elementos metálicos de reforço deformado pela ação do fogo, além do risco de queda de remanescentes das lajes intermediárias". Na área externa, o boletim relata que "verificou-se a incidência de altas temperaturas sobre elementos remanescentes da fachada, que apresenta algumas trincas e queda de revestimentos externo pontuais".

De acordo com o coordenador técnico da Defesa Civil municipal, Luis André Moreira, o risco externo diz respeito à possível queda de elementos da fachada, afetados pelo calor ou pela água. "Tem aquela parte dos gradis das varandas e sacadas, alguma pode cair na área de projeção, janelas com o madeiramento que pegou fogo. As estátuas que estão no teto, no beiral da fachada, tem que ser visto se alguma está com problema e pode cair. Por isso, a gente manteve o isolamento de toda a área de projeção da marquise", alerta.

Moreira relata que a atuação da Defesa Civil já foi encerrada, permanecendo a interdição até o início dos trabalhos de engenharia. "Serviços de retirada dos escombros, de demolição das paredes internas e lajes que oferecem risco, isso tudo é feito por uma empresa de engenharia particular a ser contratada pela direção do museu. A Defesa Civil não executa nenhum tipo de obras no local".

De acordo com ele, que esteve no local pela manhã, os bombeiros seguem trabalhando e a Polícia Federal já iniciou a perícia. "Agora o que tem que fazer é a previsão de obras internas, para restabelecer as condições de segurança e retirar aqueles escombros que estão no interior, para que os funcionários façam um peneiramento desses escombros para ver se tem alguma peça, algum objeto do museu que possa ser recuperado".

A única parte que não foi interditada é o anexo do museu. "Existe uma construção que é distante do museu, tem uma coleção de insetos, uma parte refrigerada, é uma construção independente da estrutura toda que está interditada." O Corpo de Bombeiros informou que não há mais focos de incêndio no prédio e que continua fazendo trabalho de rescaldo. Procurada pela reportagem, a Polícia Federal não respondeu sobre o trabalho de perícia e segurança no local. A assessoria do museu também não informou sobre a contratação de uma empresa de engenharia.