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  • 05/09/2018
  • 12:14
  • Atualização: 12:31

Apoio internacional ao Museu Nacional deve envolver Parlamento Europeu

Grupo de restauradores vinculados a Unesco chegará nos próximos dias para ajudar nos trabalhos

Apoio internacional ao Museu Nacional deve envolver Parlamento Europeu | Foto: Carl de Souza / AFP / CP

Apoio internacional ao Museu Nacional deve envolver Parlamento Europeu | Foto: Carl de Souza / AFP / CP

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  • Agência Brasil

O apoio internacional envolvendo vários países em busca de ações para reconstrução e restauração do Museu Nacional do Rio de Janeiro deve chegar até o Parlamento Europeu. O governo da Bulgária se colocou à disposição do Brasil para fazer os encaminhamentos necessários. Além disso, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e vários governos também apresentaram propostas de ajuda.

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Nos próximos dias, chegará ao Rio de Janeiro uma missão do Centro de Estudos sobre a Preservação e Restauração de Bens Culturas (Icrom), vinculado à Unesco, para verificar o que pode ser feito em relação ao acervo do museu, que reunia 20 milhões de itens, nos mais distintos campos, como arqueologia, zoologia, botânica e outros. O apoio internacional foi um apelo direto do presidente Michel Temer a todos os governos. Ele montou um comitê gestor interministerial, incluindo quatro áreas distintas do governo brasileiro, para administrar o trabalho de cooperação.

Colaboração

Com vasto conhecimento na área de museologia e arqueologia, o México ofereceu ajuda para a recuperação e o restauro do acervo nesses campos. O governo da China também se colocou à disposição. As autoridades do Chile entraram em contato com o governo brasileiro e ofereceram apoio para os acervos de arqueologia e preservação do patrimônio. Logo após o incêndio, o presidente da França, Emmanuel Macrom, e o ministro da Cultura de Portugal, Luís Filipi Castro Mendes, também se colocaram à disposição. Em nota, a Embaixada do Egito se dispôs a cooperar também nas áreas de arqueologia e museologia e pediu informações sobre as peças egípcias atingidas pelo fogo.

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O Museu Nacional do Rio reunia uma vasta coleção de múmias egípcias, adquirida por D. Pedro II, que era apaixonado por história, especialmente da Antiguidade.

Gestão

Até sexta-feira, os integrantes do recém-criado comitê gestor interministerial - Relações Exteriores, Cultura, Educação e Casa Civil - devem se encontrar para definir as ações emergenciais. Por enquanto, as reuniões são feitas de forma integrada com outras áreas. A previsão é que, pelos próximos 12 meses, seja organizada toda a reestruturação do Museu Nacional do Rio, inclusive o novo acervo - pois 90% do atual foram consumidos pelas chamas. Paralelamente aos projetos e obras de arquitetura, o governo quer realizar uma campanha internacional para recompor, mediante doações e aquisições, o acervo do Museu Nacional.