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Porto Alegre, sábado, 22 de Setembro de 2018

  • 07/09/2018
  • 13:29
  • Atualização: 16:13

Patriotismo, esperança e aplausos marcam desfile de 7 de Setembro em Porto Alegre

Milhares de pessoas acompanharam evento em dia de sol na Capital

Cerca de 3,8 mil militares participaram do desfile | Foto: Ricardo Giusti

Cerca de 3,8 mil militares participaram do desfile | Foto: Ricardo Giusti

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  • Franceli Stefani

 Patriotismo, esperança e aplausos. Esses foram os três itens que marcaram o Dia da Independência do Brasil em Porto Alegre. Mais de cinco mil pessoas participaram do evento, que reuniu Exército, Marinha, Aeronáutica, Brigada Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e Guarda Municipal. O evento, que ocorreu na avenida Edvaldo Pereira Paiva, conhecida como avenida Beira-Rio, ficou lotado.

Sob o céu azul e temperatura agradável, cerca de 3,8 mil militares e em torno de dois mil civis participaram ativamente do evento. De acordo com o comandante Militar do Sul, o general do Exército Geraldo Antonio Miotto, chamou a atenção o número de crianças na plateia, junto com pais e familiares. “O dia estava maravilhoso e tivemos a expressiva participação da população. Todos demonstrando o patriotismo com nosso país. Ele merece. Temos que acreditar no nosso Brasil”, enalteceu.

Entre as novidades deste ano, representantes do Instituto dos Pupilos do Exército de Portugal integraram o desfile cívico, junto com os estudantes do Colégio Militar da capital. Estiveram na avenida, 19 alunos e 11 militares. Miotto também comentou o ataque sofrido pelo presidenciável Jair Bolsonaro. “O Exército está preocupado e estamos atentos para, no dia do pleito, darmos tranquilidade a nossa população e ao processo eleitoral”, afirmou. “Temos a obrigação de manter a tranquilidade, proteção e defesa do povo brasileiro, dentro da lei.”

Escorada na grade que separava o público dos personagens principais do dia, a dona de casa Simone de Lara Almeida, 49 anos, elogiava as apresentações, mas criticava o espaço destinado à plateia. Assim como ela, outras tantas pessoas ficaram espremidas, no sol quente e sem espaço para colocar cadeira. “É o segundo ano consecutivo que não temos arquibancadas. Estamos quase caindo para dentro do Guaíba”, queixou-se. Ao lado dela, a doméstica Valéria da Silva, 38 anos, e a filha, Larissa, um ano e sete meses. “Até trouxe uma cadeira, para que pudéssemos assistir com tranquilidade, mas não conseguimos. Uma pena um evento tão grande, sem espaço adequado.”

A prefeitura já havia informado, no início da semana, que não faria as montagens das arquibancadas. Segundo a administração, assim como em 2017, devido à necessidade de priorização de recursos, diante da crise nas finanças de Porto Alegre, o espaço não foi disposto no local.