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Porto Alegre, quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

  • 07/09/2018
  • 19:39
  • Atualização: 19:48

Escorpião amarelo é considerado praga urbana em Porto Alegre

Vigilância Sanitária já recebeu mais de 50 notificações sobre presença do aracnídeo neste ano

Escorpião amarelo é considerado praga urbana em Porto Alegre | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

Escorpião amarelo é considerado praga urbana em Porto Alegre | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

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  • Samantha Klein / Rádio Guaíba

Com novos relatos de aparecimento de exemplares do escorpião amarelo no centro de Porto Alegre, a Vigilância Sanitária vem alertando a população quanto aos cuidados relacionados à limpeza de ambientes e a importância de não tentar matar o animal. Conforme a prefeitura, já são mais de 50 notificações da presença do aracnídeo informadas à Secretaria da Saúde, só em 2018.

A bióloga da Vigilância em Saúde de Porto Alegre, Fabiana Ninov, ressalta que o escorpião amarelo, um dos mais perigosos da América Latina, é uma praga urbana na Capital. O clima permanentemente úmido da cidade e a ausência de predadores naturais contribuem para a reprodução do animal. Além disso, a espécie consegue se auto-reproduzir sem a necessidade do escorpião macho.

“A tendência, infelizmente, é que a presença dele aumente cada vez mais. Ele encontra abundância de locais escuros e úmidos onde, de uma fêmea, pode-se gerar vinte novos escorpiões”, explica.

A Secretaria Municipal de Saúde emitiu alerta sobre a existência do escorpião amarelo (Tityus serrulatus) em Porto Alegre em novembro do ano passado. No entanto, o primeiro acidente ocorreu no município ainda em 2011. O Centro Histórico está entre as regiões da cidade onde existe infestação do animal, mas também foram notificados aparecimentos do aracnídeo nos bairros Anchieta, Lomba do Pinheiro, São Geraldo e Passo D’Areia.

Conforme orientações divulgadas pela Secretaria Municipal de Saúde, o escorpião amarelo costuma se movimentar mais à noite, atrás de alimentos, especialmente baratas. Em caso de visualização do animal, o procedimento indicado é ligar para o telefone 156, da Prefeitura.

A Vigilância Sanitária salienta que não é indicado capturá-lo e nem utilizar inseticida para tentar matar o animal, já que o escorpião pode se tornar ainda mais perigoso. Além disso, a população é orientada a evitar acúmulo de entulhos de obras e lixo orgânicos nos prédios e residências.

Em caso de picadas, a indicação é levar a vítima o mais rápido possível para o Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre para aplicação do soro antiescorpiônico. O HPS é a única casa de saúde que atende casos de picadas por animais peçonhentos seguindo os protocolos do Ministério da Saúde.