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Porto Alegre, segunda-feira, 19 de Novembro de 2018

  • 17/07/2018
  • 20:36
  • Atualização: 20:43

Júpiter ganha 12 novos satélites e agora tem 79 luas

Corpo pequeno foi batizado de "Valetudo" e orbita na contramão de outros objetos próximos da sua órbita

Corpo pequeno foi batizado de

Corpo pequeno foi batizado de "Valetudo" e orbita na contramão de outros objetos próximos da sua órbita | Foto: Carnegie Science / Divulgação CP

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Uma dúzia de novas luas foram descobertas em volta de Júpiter, o que eleva seu número de satélites conhecidos a 79, a maior quantidade entre os planetas de nosso sistema solar, anunciaram astrônomos nesta terça-feira. Uma das novas luas foi descrita como uma "verdadeira extravagância" pelo pesquisador Scott Sheppard, do Carnegie Institution for Science, devido a seu pequeno tamanho, apenas um quilômetro de diâmetro, e à órbita literalmente na "contramão".

Esta lua rara demora cerca de um ano e meio para dar a volta em Júpiter, e orbita em um ângulo inclinado que faz com que cruze em seu caminho com uma série de outros objetos em órbita que viajam de forma retrógrada, ou seja, na direção oposta à rotação de Júpiter.  "Esta é uma situação instável", disse Sheppard. "As colisões frontais poderiam desintegrar os objetos rapidamente e reduzi-los a pó".

As luas internas demoram cerca de um ano para dar a volta em Júpiter, e as externas, o dobro do tempo. Todas as luas podem ser fragmentos que se separaram em colisões de corpos cósmicos maiores, dizem os astrônomos, que propuseram batizar a extravagante de "Valetudo", como a bisneta do deus romano Júpiter, deusa da saúde e da higiene.

O astrônomo italiano Galileo Galilei descobriu as primeiras quatro luas de Júpiter em 1610.  A equipe atual de astrônomos não estava buscando novas luas de Júpiter; estava explorando os céus em busca de planetas para além de Plutão, quando as luas cruzaram o caminho de seu telescópio.

As novas luas foram observadas pela primeira vez em 2017 graças a um telescópio situado no Chile e operado pelo Observatório Astronômico Óptico Nacional dos Estados Unidos. Os especialistas levaram um ano para confirmar suas órbitas com uma série de outros telescópios situados nos Estados Unidos e no Chile.