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  • 25/08/2018
  • 00:07

Mineradora britânica anuncia correções em minerodutos que romperam

Anglo American interrompeu atividades até o quarto trimestre para fazer inspeções

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  • Agência Brasil

A mineradora britânica Anglo American informou, nesta sexta-feira, que concluiu a inspeção no mineroduto que, em março deste ano, rompeu-se duas vezes em um intervalo de 17 dias. A empresa, que prevê a retomada das operações no quarto trimestre deste ano, disse que, até lá, serão feitas algumas intervenções.

Em nota, a mineradora diz que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu autorização para a manutenção preventiva do mineroduto com troca dos tubos em um trecho com extensão de aproximadamente4 quilômetros. "Este trecho concentra tubos do mesmo lote daqueles que vazaram. As obras terão início imediato e podem durar até três meses", informa o texto, acrescentando que os trabalhos de investigação das causas do rompimento prosseguem.

O mineroduto é parte do empreendimento Minas-Rio que envolve a extração de minério nas serras do Sapo e Ferrugem e o beneficiamento nas cidades mineiras de Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas. A estrutura tem 525 quilômetros e é responsável pelo transporte da produção até um porto em Barra de Açu, no município de São João da Barra, no litoral do Rio de Janeiro. Segundo a própria mineradora, o Minas-Rio é seu maior investimento mundial.

Os dois rompimentos foram registrados em locais próximos, no município de Santo Antônio do Grama, em Minas Gerais, nos dias 12 e 29 de março. No primeiro rompimento, moradores da cidade sofreram com a interrupção no fornecimento de água, já que era abastecida pelo Ribeirão Santo Antônio, que recebeu grande volume de polpa de minério. Após o episódio, iniciou-se a captação no Córrego do Salgado, de forma que, no segundo rompimento, não houve impacto no abastecimento da população.

Nas duas ocorrências, foram liberados no ambiente, respectivamente, 474 e 647 toneladas de polpa de minério. A empresa afirmou que se tratava de material inerte e classificado como não perigoso, conforme normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os episódios já geraram multas do Ibama e da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad).