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  • 31/10/2013
  • 17:56
  • Atualização: 17:57

Possível nova faculdade de Medicina no RS desagrada sindicato

Presidente do Simers diz que curso da Unisinos será inútil sem hospital universitário

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  • Wagner Machado / Rádio Guaíba

A informação de que a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) pretende anunciar nesta sexta-feira o primeiro vestibular para o curso de Medicina levou o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) a classificar a medida como “inútil” para a sociedade, e nada mais do que uma “fábrica de dinheiro”.

O presidente do Simers, Paulo de Argolo Mendes, explica que ainda desconhece o projeto do curso, já aprovado pelo Conselho Universitário, mas sustenta que a Unisinos sequer dispõe de um hospital universitário. Hoje, os acadêmicos das graduações de saúde fazem a maioria dos estágios em Porto Alegre, a cerca de 30 quilômetros de São Leopoldo.

Argolo ainda adverte que o Rio Grande do Sul já soma 11 faculdades de Medicina e que não há falta de médicos no Estado. Segundo ele, o Brasil já registra quatro vezes mais profissionais do que a Inglaterra, o dobro do necessário. “Se a Unisinos dissesse vamos construir um hospital eu diria 'ótimo', mas, agora, dizer vamos fazer uma faculdade de Medicina é absolutamente inútil para a sociedade. Abrir faculdade de Medicina é uma fábrica de dinheiro e não ajuda em nada a saúde da população”, reclama.

Nesta sexta-feira, às 15h, o reitor da universidade, padre Marcelo Fernandes de Aquino, recebe os prefeitos do Vale do Sinos para apresentar o projeto ao grupo. A Unisinos ainda não divulgou detalhes sobre quando o curso novo vai passar a ser oferecido.

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TAGS » Saúde, Simers, Unisinos