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  • 21/10/2017
  • 12:53
  • Atualização: 12:55

Campanha questiona população porto-alegrense sobre mitos do câncer de mama

Atividade foi realizada na Feira Orgânica, no bairro Bom Fim, neste sábado

Atividade foi realizada na Feira Orgânica, no bairro Bom Fim, neste sábado | Foto: Samuel Maciel

Atividade foi realizada na Feira Orgânica, no bairro Bom Fim, neste sábado | Foto: Samuel Maciel

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  • Cláudio Isaías

Como parte das atividades do Outubro Rosa, a campanha “Saúde sem mistério - 10 mitos sobre o câncer de mama” foi realizada no sábado em Porto Alegre. A iniciativa organizada pela Pfizer em parceria com o Instituto Oncoguia aconteceu na Feira Orgânica da rua José Bonifácio, em Porto Alegre. Além da Capital, a ação de conscientização sobre o câncer de mama foi feita também no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília.

Duas promotoras do Instituto Oncoguia realizaram uma caminhada pela Feira Orgânicas das 8h às 14h. A iniciativa foi realizada também no domingo no Brique da Redenção. Com uma tela touch screen acoplada no corpo, as duas jovens fizeram perguntas sobre o câncer de mama para quem circulava pela feira. Todos os participantes receberam um material educativo com explicações sobre os mitos associados à doença. As perguntas tratavam sobre se “apenas mulheres podem ter câncer de mama”, “se amamentar ajuda a proteger contra a doença” e se “estar acima do pesso pode aumentar o risco de câncer de mama”.

O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, o câncer de mama responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. Somente no Rio Grande do Sul, a estimativa é de 5.210 novos casos da doença até o final deste ano. No Brasil, são identificados 57 mil novos casos da doença todos os anos.

Um levantamento do Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta que a incidência estimada de câncer de mama em Porto Alegre é de 130,99 novos casos a cada 100 mil mulheres, a terceira taxa mais elevada entre as capitais do país, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo Inca, o número é superior a taxa bruta de incidência da doença no Brasil, que é de 56,2 pacientes a cada 100 mil mulheres. Conforme o Inca, 25% dos casos de câncer de mama no mundo estão relacionados à obesidade e ao sedentarismo e 10% dos casos, apenas, são de origem genética.

Além disso, 30% das pacientes apresentam progressão da doença e metástase, mesmo quando a detecção é precoce.

O câncer de mama é mais comum em mulheres - apenas 1% dos casos são diagnosticados em homens.