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  • 07/02/2017
  • 07:48
  • Atualização: 08:18

Gel alternativo à vasectomia funciona em macacos

Cientistas norte-americanos desenvolveram produto, que também foi testado em coelhos

Dezesseis macacos adultos foram tratados com o gel injetáve | Foto: Ye Aung Thu / AFP / CP

Dezesseis macacos adultos foram tratados com o gel injetáve | Foto: Ye Aung Thu / AFP / CP

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  • AFP

Um gel injetável que foi administrado em macacos se revelou eficaz para prevenir a gravidez, afirma um estudo publicado nesta terça-feira e que pode significar uma solução, potencialmente reversível, para os homens que desejam evitar a vasectomia. As mulheres contam com várias opções de controle da natalidade, enquanto para os homens as possibilidades são limitadas: os preservativos e uma solução definitiva, que é a vasectomia.

A vasectomia consiste em um procedimento cirúrgico para a secção de um segmento dos ductos deferentes, por onde transitam os espermatozoides, para impedir que o esperma se una ao fluido ejaculado durante o ato sexual. Cientistas americanos estão desenvolvendo uma possível alternativa, um gel chamado Vasalgel, que demonstrou ser efetivo em coelhos e, agora, também nos macacos rhesus, mais próximos aos humanos. Dezesseis macacos adultos foram tratados com o gel injetável nos ductos deferentes, no California National Primate Research Center.

Os animais, que vivem ao ar livres com fêmeas de fertilidade comprovada, foram monitorados por um período de até dois anos, incluindo pelo menos uma temporada reprodutiva. "Os machos tratados não tiveram nenhuma concepção desde as injeções de Vasalgel", afirmam os cientistas em um artigo publicado na revista especializada Basic and Clinical Andrology. A taxa de gestação esperada nas fêmeas que vivem com o grupo deveria ter sido, a princípio, de algo por volta de 80%, segundo os cientistas.

Poucos efeitos colaterais 

Os animais toleraram o gel, que apresentou poucos efeitos colaterais, informaram os autores do estudo. Um dos 16 macacos apresentou sintomas de granuloma espermático (acúmulo no canal deferente), uma complicação registrada, segundo os cientistas, em 60% dos casos de vasectomia em humanos. A reversibilidade do método ainda não foi testada nos macacos, apenas nos coelhos, com a remoção do gel com uma solução de bicarbonato de sódio. Um teste clínico do gel para os homens está sendo preparado, de acordo com a Fundação Parsemus, uma organização sem fins lucrativos que financia o desenvolvimento do produto.