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Porto Alegre, segunda-feira, 19 de Novembro de 2018

  • 12/04/2018
  • 20:50
  • Atualização: 20:57

Estudo conclui que notívagos tem mais riscos de morrer

Pesquisa com 430 mil pessoas no Reino Unido indicou que causa pode ser dificuldade para conviver com horários convencionais

Pesquisa com 430 mil pessoas no Reino Unido indicou que causa pode ser dificuldade para conviver com horários convencionais | Foto: Luiz Farias / SXCHU / Divulgação / CP Memória

Pesquisa com 430 mil pessoas no Reino Unido indicou que causa pode ser dificuldade para conviver com horários convencionais | Foto: Luiz Farias / SXCHU / Divulgação / CP Memória

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  • AFP

As pessoas que ficam acordadas até tarde e têm dificuldades para levantar da cama são mais propensas a morrer mais jovens do que aquelas que se levantam e se põem com o Sol, concluíram pesquisadores nesta quinta-feira. Uma pesquisa com mais de 430 mil pessoas na Grã-Bretanha descobriu que os notívagos tinham um risco 10% maior de morrer no período de 6,5 anos do estudo do que as pessoas diurnas.

"Esta é uma questão de saúde pública que não pode mais ser ignorada", disse o coautor do estudo Malcolm van Schantz, da Universidade de Surrey. "Os notívagos que tentam viver em um mundo diurno podem sofrer consequências de saúde", disse Kristen Knutson, da Universidade Northwestern, em Chicago.

A dupla reuniu informações sobre quase meio milhão de pessoas de entre 38 e 73 anos de um banco de dados público. Os participantes tinham dito se eram: "definitivamente uma pessoa da manhã" (27%), "mais uma pessoa da manhã do que uma pessoa da noite" (35%), "mais uma pessoa da noite que da manhã" (28%) ou "definitivamente uma pessoa da noite" (9%). Eles também informaram seu peso, se fumavam e seu status socioeconômico.

As mortes no grupo - pouco mais de 10.500 no total - foram documentadas por seis anos e meio. Os pesquisadores descobriram que o grupo dos notívagos tinha um risco 10% maior de morrer no período estudado do que as pessoas do grupo mais extremo de diurnos. As pessoas do grupo "definitivamente uma pessoa da noite" tinham maior probabilidade de sofrer de distúrbios psicológicos, diabetes e problemas de estômago e respiração, e dormiam menos horas por noite. Elas também eram mais propensas a fumar, beber álcool e café e usar drogas ilegais. O risco maior pode se dever por "as pessoas que estão acordadas até tarde terem um relógio biológico interno que não corresponde ao seu ambiente externo", disse Knutson. "Isso poderia gerar estresse psicológico, comer na hora errada para o corpo, não se exercitar o suficiente, não dormir o suficiente, ficar acordado à noite sozinho e, talvez, uso de drogas ou álcool."

O grupo de pesquisa pediu que os notívagos recebam tratamento especial. "Se você pode reconhecer que esses tipos noturnos são, em parte, geneticamente determinados e não apenas uma falha de caráter, os empregos e as horas de trabalho poderiam ter mais flexibilidade", avaliou Knutson. "Eles não deveriam ser forçados a se levantar para um turno de oito horas".