Correio do Povo | Notícias | Cruz Vermelha prevê quatro meses para controlar ebola

Porto Alegre

23ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, domingo, 23 de Setembro de 2018

  • 22/10/2014
  • 08:29
  • Atualização: 08:37

Cruz Vermelha prevê quatro meses para controlar ebola

Epidemia já causou mais de 4,5 mil mortes na África Ocidental

Epidemia já causou mais de 4,5 mil mortes na África Ocidental  | Foto: Zoom Dosso / AFP/ CP

Epidemia já causou mais de 4,5 mil mortes na África Ocidental | Foto: Zoom Dosso / AFP/ CP

  • Comentários
  • Agência Brasil

A epidemia de ebola vai demorar pelo menos quatro meses para ser contida se todas as medidas necessárias forem tomadas, disse nesta quarta-feira o responsável geral da Cruz Vermelha, Elhadj As Sy, alertando para "o preço da inação". A epidemia já causou mais de 4,5 mil mortes na África Ocidental e os especialistas alertam que a taxa de infecção poderá chegar a 10 mil pessoas por semana no início de dezembro.

Ainda não há vacina aprovada para o ebola, que também atingiu profissionais da saúde na Espanha e nos Estados Unidos. Elhadj As Sy listou uma série de medidas que poderiam ajudar a colocar o ebola sob controle, incluindo "um bom isolamento, bom tratamento dos casos confirmados, e bom, seguro e digno enterro às pessoas falecidas". "Será possível, como era possível no passado, conter esta epidemia dentro de quatro a seis meses" se a resposta for adequada, acrescentou. "Eu acho que esta é a nossa melhor perspectiva e nós estamos fazendo todo o possível para mobilizar nossos recursos e nossas capacidades para travar o surto", destacou. As Sy, que falava em uma conferência da Cruz Vermelha da Ásia-Pacífico, acrescentou que "há sempre um preço pela inação".

Novas medidas serão adotadas hoje nos Estados Unidos, entre as quais os voos dos países mais afetados - Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri - serão encaminhados para cinco aeroportos e os passageiros passarão por exames mais completos de saúde. Entretanto, especialistas que escrevem para a revista The Lancet, disseram, nessa terça-feira, que a triagem dos passageiros nos aeroportos de saída seria uma opção melhor do que monitorá-los no destino da viagem.