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  • 02/10/2015
  • 07:21
  • Atualização: 07:23

Premiê húngaro considera "injusto" que EUA não recebam mais refugiados

Viktor Orban propôs um sistema mundial de cotas para "distribuir a carga" dos migrantes

Viktor Orban propôs um sistema mundial de cotas  | Foto: Dieter Nagl / AFP / CP

Viktor Orban propôs um sistema mundial de cotas | Foto: Dieter Nagl / AFP / CP

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  • AFP

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, afirmou nesta sexta-feira considerar injusto que alguns países, como Estados Unidos e algumas nações árabes, não recebam mais refugiados e deixem a carga para a Europa. "É injusto que os Estados Unidos recebam apenas entre 10 mil a 15 mil refugiados, é injusto que Israel não receba nenhum, que a Austrália não receba nenhum, que os países árabes ricos tergiversem e que todo mundo olhe para a Europa", declarou Orban à rádio Kossuth.

Sem Estados Unidos, Rússia, China e os países árabes, nenhuma proposta de solução à crise dos migrantes é viável, completou Orban, que defende uma linha dura na questão dos refugiados. Na terça-feira, na ONU, o premiê húngaro propôs um sistema mundial de cotas para "distribuir a carga" dos migrantes, sem citar o nome de qualquer país.

Orban voltou a comparar nesta sexta-feira os milhares de migrantes chegam a cada dia à Europa a simples "refugiados econômicos". "Se sua vida não está em perigo e se chegaram a um país seguro, não devem poder ir mais longe. Não se pode ser um refugiado 'a la carte', que escolhe o país de destino", disse. "Pelo menos 80% dos migrantes são homens jovens, um grupo que se parece mais com um exército do que com refugiados", afirmou Orban.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) afirma que um terço dos refugiados são mulheres e crianças. A Hungria está terminando a construção de uma cerca na fronteira com a Croácia para impedir a passagem dos refugiados.