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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Novembro de 2017

  • 13/09/2017
  • 23:08
  • Atualização: 23:10

Casa Branca quer demissão de jornalista que chamou Trump de "supremacista branco"

Canal afirmou em um comunicado que os comentários "não refletem a posição da ESPN"

Declarações acontecem em um momento em que presidente é acusado de não ter sido firme o suficiente em condenar protesto em Charlottesville | Foto: Brendan Smialowski / AFP / CP

Declarações acontecem em um momento em que presidente é acusado de não ter sido firme o suficiente em condenar protesto em Charlottesville | Foto: Brendan Smialowski / AFP / CP

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  • AFP

A Casa Branca afirmou nesta quarta-feira que uma jornalista do canal de esportes ESPN deveria ser despedida por ter chamado o presidente americano, Donald Trump, de "supremacista branco" no Twitter.

"É um dos comentários mais escandalosos que se pode fazer e acho que para a ESPN certamente este é um motivo de demissão", comentou a porta-voz da presidência, Sarah Huckabee Sanders, interrogada sobre a mensagem de Jemele Hill, apresentadora do Sportscenter, o programa mais importante do canal.

Originária de Detroit, a jornalista negra escreveu na segunda-feira que Trump era "o presidente mais ignorante, ofensivo (já visto em toda a sua) vida" e acrescentou que ele é "um supremacista branco rodeado amplamente por outros supremacistas brancos".

Estas declarações acontecem em um momento em que o presidente é acusado de não ter sido firme o suficiente em condenar o encontro de membros da extrema direita em Charlottesville, em meados de agosto, que acabou com a morte de uma mulher de 32 anos, atropelada por um simpatizante neonazista.

Os conservadores americanos também criticam o canal de esportes por seus comentários demasiadamente políticos. Diante das críticas, a ESPN, que pertence à Disney, afirmou em um comunicado que os comentários de sua jornalista "não refletem a posição da ESPN", assegurando que Jemele Hill tinha "reconhecido que seu ato estava fora de lugar".