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Porto Alegre, terça-feira, 16 de Outubro de 2018

  • 17/10/2017
  • 09:09
  • Atualização: 09:13

Venezuela afirma que EUA e UE tentam "ignorar" eleições regionais

Conselho Nacional Eleitoral foi acusado de atuar em favor do governo

Conselho Nacional Eleitoral foi acusado de atuar em favor do governo | Foto: Juan Barreto / AFP / CP

Conselho Nacional Eleitoral foi acusado de atuar em favor do governo | Foto: Juan Barreto / AFP / CP

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  • AFP

O governo da Venezuela afirmou que Estados Unidos e União Europeia tentam "ignorar" a vontade do povo venezuelano expressada nas eleições regionais do último domingo.

"A Venezuela rejeita categoricamente as tentativas do governo dos Estados Unidos da América de ignorar a vontade soberana do povo venezuelano, exercida através do voto em 15 de outubro, em estrito apego a sua Constituição", afirma um comunicado divulgado pelo ministério das Relações Exteriores.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), acusado de atuar em favor do governo, anunciou que o chavismo venceu em 17 dos 23 estados e oposição em cinco - o resultado de um estado ainda não foi definido.  Os resultados não foram reconhecidos pela opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD). De acordo com a chancelaria, Washington busca apenas "estimular e respaldar os apelos ao caos, à instabilidade, à violência e ao extremismo promovidos

por um setor minoritário da sociedade venezuelana".

As eleições aconteceram após vários meses de protestos contra o governo de Nicolás Maduro que deixaram 125 mortos.

Washington condenou na segunda-feira a organização das eleições regionais, ao destacar que não foram livres nem justas, ao mesmo tempo que reiterou apoio ao "povo venezuelano em sua busca por restaurar a democracia".

"A voz do povo venezuelano não foi ouvida", afirmou o Departamento de Estado em um comunicado. A Venezuela, que chamou de "interferência" e "agressão" o comunicado de Washington, também afirmou que a União Europeia "questiona a vontade do povo venezuelano".

"Se comprova assim o plano traiçoeiro e desesperado, concebido em capitais europeias dias antes das eleições, para atacar nossa democracia", escreveu o chanceler Jorge Arreaza no Twitter. O chanceler espanhol, Alfonso Dastis, afirmou que a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, "mencionou que os resultados (das regionais) são

surpreendentes e é necessário averiguar o que aconteceu na realidade". A UE pediu nesta terça-feira ao poder eleitoral da Venezuela que demonstre a "transparência" dos resultados das eleições regionais.

"A UE considera que a Comissão Nacional Eleitoral deve tomar medidas para demonstrar a transparência do processo e publicar todos os dados relacionados e a tabulação", afirmou a porta-voz da Comissão Europeia, Catherine Ray.