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Porto Alegre, segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

  • 12/09/2017
  • 11:36
  • Atualização: 11:41

Presidente francês e rei holandês visitam Caribe para amenizar críticas

Viagem foi uma tentativa de amenizar o descontentamento dos habitantes diante da falta de organização

Viagem foi uma tentativa de amenizar o descontentamento dos habitantes diante da falta de organização | Foto: Christophe Ena / AFP/ CP

Viagem foi uma tentativa de amenizar o descontentamento dos habitantes diante da falta de organização | Foto: Christophe Ena / AFP/ CP

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  • AFP

O presidente francês, Emmanuel Macron, e o rei da Holanda viajaram nesta terça-feira para as ilhas do Caribe devastadas pelo furacão Irma para constatar a extensão "sem precedentes" dos danos e tentar amenizar o descontentamento dos habitantes diante da falta de organização.

 

O ministro britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson, era esperado nas Ilhas Virgens Britânicas e Anguilla. Londres também tem sido criticada pela gestão da catástrofe que deixou pelo menos 40 mortos no Caribe e na Flórida. Os governos francês, holandês e britânico são acusados de demorar para enviar socorro e reforçar a segurança nas ilhas, mergulhadas no caos e, por vezes, entregues aos saques depois da passagem do furacão.

  

Ao chegar a Pointe-à-Pitre, na ilha francesa de Guadalupe, Macron alegou que "a antecipação foi total". O governo "respondeu logo que a informação foi dada, vários dias antes, e constantemente ao longo desta crise", assegurou o chefe de Estado à imprensa, ainda na pista do aeroporto. "Retornar à vida normal é nossa principal prioridade", acrescentou Macron, que deve se dirigir na parte da tarde para a ilha franco-holandesa de Saint Martin e francesa de Saint Barts, as duas mais afetadas pelo Irma.

 

O furacão deixou pelo menos 11 mortos e vários desaparecidos nas ilhas francesas, bem como quatro na parte holandesa, de acordo com o último balanço oficial.O chefe de Estado declarou ser a favor da criação de uma comissão de inquérito parlamentar exigida por vários partidos da oposição. "Mas este é momento de unidade nacional", afirmou. "Vamos ser dignos", ele insistiu.

 

A comitiva do presidente não espera uma "calorosa recepção" em St. Martin."Ficamos quatro, cinco dias sem ajuda, tendo que nos defender de pessoas armadas", declarou Fabrice, proprietário de um restaurante em St. Martin e repatriado para a metrópole nessa segunda-feira.

 

"A gestão do Estado francês? Sinto muito, mas foi zero. Não recebemos apoio", criticou.Assim como Haia, Paris estabeleceu pontes aéreas e marítimas para retirar os mais vulneráveis e, no sentido contrário, para levar carga e comida para a área atingida. Cerca de 85 toneladas de alimentos, um milhão de litros de água e 2,2 toneladas de medicamentos já foram transportados.

 

'Tudo foi devastado' 

 

Já o rei da Holanda, Willem-Alexander, deve visitar as ilhas de Saba e Sint-Eustatius depois de passar a noite na parte holandesa de St. Martin. Acompanhado por seu ministro do Interior, Ronald Plasterk, ele se encontrou com moradores locais e acompanhou a distribuição de ajuda humanitária. O rei expressou seu choque diante da devastação.

 

"Vi coisas que eu nunca tinha visto antes. Vi a guerra e outros desastres naturais, mas nada assim, está tudo devastado", declarou ao canal público NOS. De acordo com o rei, que deve retornar à Holanda na noite desta terça-feira, os esforços de reconstrução estão em andamento. "As pessoas me disseram que estão trabalhando juntas para se reerguer, reconstruir a ilha. Eles têm fé no futuro", acrescentou.

 

Também enfrentando críticas sobre a falta de recursos implementados por seu governo, o ministro britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson, era esperado no Caribe. O governo britânico anunciou o desbloqueio de 32 milhões de libras de ajuda de emergência (quase 35 milhões de euros) para os 88 mil britânicos da região e enviou dez aviões com kits de emergência, comida e água potável. Além disso, foram mobilizados 700 militares e mais de 50 policiais.


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