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Porto Alegre, domingo, 27 de Maio de 2018

  • 16/05/2018
  • 09:45
  • Atualização: 10:10

Casa Branca mantém esperança sobre reunião Trump e Kim Jong-Un

Ações militares teriam abalado confiança do líder norte-coreano

Casa Branca mantém esperança sobre reunião Trump e Kim Jong-Un | Foto: Jung Yeon-je / AFP / CP

Casa Branca mantém esperança sobre reunião Trump e Kim Jong-Un | Foto: Jung Yeon-je / AFP / CP

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A Casa Branca mantém a esperança de que a reunião de cúpula entre o presidente Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong Un aconteça, apesar das ameaças de Pyongyang de cancelar o encontro, afirmou a porta-voz do governo americano, Sarah Sanders. "Ainda estamos esperançosos de que a reunião aconteça e vamos continuar neste caminho", declarou Sanders à Fox News.

"Ao mesmo tempo... nos preparamos para que estas possam ser negociações duras", completou. "O presidente está preparado se o encontro acontecer. E se não acontecer, vamos continuar com a campanha de máxima pressão que está em progresso".

A Coreia do Norte advertiu que pode desistir da reunião de cúpula, programada para 12 de junho em Cingapura, caso os Estados Unidos pressionem para que o país renuncie a seu arsenal nuclear. Se o governo americano "nos encurralar e nos pedir unilateralmente para abandonar nossas armas nucleares, não vamos ter qualquer interesse nas conversações", afirmou o vice-chanceler norte-coreano, Kim Kye Gwan, em um comunicado.

A China, único aliado de Pyongyang de peso internacional, também expressou a "esperança" de que a reunião de cúpula aconteça. Durante as últimas semanas, Kim se reuniu duas vezes com o presidente chinês Xi Jinping. Pyongyang anunciou que vai desmantelar sua área de testes nucleares na próxima semana.

Além da ameaça a respeito do encontro com Trump, a Coreia do Norte cancelou as conversações de alto nível com Seul previstas para esta quarta-feira em consequência dos exercícios militares conjuntos realizados por Estados Unidos e Coreia do Sul na península asiática, por considera que são uma "provocação grosseira e infame".

Segundo a agência de notícias KCNA, ações militares têm efeitos de provocações. "É um desafio flagrante à Declaração de Panmunjom e a uma provocação militar intencional que vai contra o desenvolvimento político positivo na Península Coreana", diz a nota da agência oficial da Coreia do Norte. Mais cedo, a Coreia do Sul anunciou um acordo com o Norte para manter conversações de alto nível sobre medidas para promover a desnuclearização na Península Coreana, a aproximação de famílias separadas durante a guerra entre os dois países e futuros acordos em várias áreas.