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Porto Alegre, sexta-feira, 20 de Julho de 2018

  • 03/01/2018
  • 16:03
  • Atualização: 16:20

Após perder cargo, vice do Equador tem 15 dias para apresentar candidatos ao Parlamento

Jorge Glas precisa indicar um trio de candidatos para eleger um sucessor

Jorge Glas tem 15 dias para apresentar ao Parlamento um trio de candidatos para eleger um sucessor | Foto: Rodrigo Buendia / AFP / CP

Jorge Glas tem 15 dias para apresentar ao Parlamento um trio de candidatos para eleger um sucessor | Foto: Rodrigo Buendia / AFP / CP

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  • AFP

O presidente do Equador, Lenin Moreno, confirmou nesta quarta-feira, que seu vice-presidente, Jorge Glas, perdeu o cargo a partir de sua prisão, há três meses, por receber propina da Odebrecht. "De acordo com o que diz a Constituição, o senhor vice-presidente da República, Joge Glas, deixou suas funções", disse Moreno à imprensa na casa de governo, acrescentando que a lei dá a ele 15 dias para apresentar ao Parlamento um trio de candidatos para eleger um sucessor.

"Vou demorar bastante menos porque um país não pode passar sem um vice-presidente", afirmou o presidente. "Estamos pedindo as certificações" a organismos competentes para "verificar que estamos atuando dentro do correto" para apresentar o trio.

Glas, que ocupava a vice-presidência do Equador desde 2013, perdeu o cargo à meia-noite de terça-feira diante da "falta definitiva" (por mais de três meses) no exercício do cargo, segundo prevê a Constituição. Com 48 anos e que desde 2007 ocupava a direção de setores estratégicos no governo do ex-presidente Rafael Correa, Glas é o funcionário na ativa de mais alto cargo condenado pelo megaescândalo de corrupção da Odebrecht na América Latina.

Foi sentenciado em dezembro a seis anos de prisão por receber 13,5 milhões de dólares em propinas. O agora ex-vice-presidente permanece em uma prisão de Quito desde 2 de outubro passado pelo escândalo de corrupção da Odebrecht, à espera da notificação por escrito da sentença para poder apelar.