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  • 13/01/2018
  • 15:28
  • Atualização: 16:12

Supostos membros do ELN sequestram funcionário da Ecopetrol na Colômbia

Engenheiro foi retirado no escritório da empresa na cidade de Saravena

Supostos membros do ELN sequestram funcionário da Ecopetrol na Colômbia | Foto: Luis Robayo / AFP / CP

Supostos membros do ELN sequestram funcionário da Ecopetrol na Colômbia | Foto: Luis Robayo / AFP / CP

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  • AFP

Supostos membros da guerrilha ELN da Colômbia, cujo processo de paz com o governo vive sua pior crise, sequestraram, neste sábado, um funcionário de uma empresa contratada pela petroleira estatal Ecopetrol, em uma região na fronteira com a Venezuela, informou a polícia. O engenheiro colombiano Rafael Andrés Riaño, de 41 anos, foi raptado no escritório da empresa Ismocol, que presta serviços de arranjos de infraestrutura para a Ecopetrol e fica no município de Saravena, por "dois encapuzados com pistolas identificando-se como membros do ELN", indicaram as autoridades em um comunicado.

A Ecopetrol, maior empresa colombiana, criticou o sequestro no Twitter e pediu a libertação imediata do engenheiro, que é também administrador da Ismocol. O rapto aconteceu horas antes da chegada do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, à Colômbia para uma visita de dois dias. Ele apoiou as negociações de paz entre o governo de Juan Manuel Santos e o Exército de Liberação Nacional (ELN).

Os diálogos vivem seu pior momento, após o grupo rebelde lançar uma ofensiva na quarta-feira, horas após ser concluída a primeira trégua bilateral em mais de meio século de enfrentamentos. Desde quarta-feira, quando se iniciaria a quinta rodada de discussões em Quito, o governo responsabilizou a guerrilha de atacar infraestruturas petroleiras, matar dois policiais e um soldado e ferir duas crianças, em diversas ações armadas.

O novo ciclo de negociações deveria ter como eixo uma nova trégua, verificada pela ONU e pela Igreja Católica. Contudo, após a ofensiva insurgente, Santos consultou seu negociador-chefe, Gustavo Bell, e suspendeu a retomada da trégua, instalada desde fevereiro passado. Bell afirmou na quinta-feira que o futuro dos diálogos com o ELN, a última guerrilha reconhecida pelo governo, será definido após a reunião deste sábado de Santos com Guterres.