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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de Julho de 2018

  • 14/01/2018
  • 08:23
  • Atualização: 10:09

Petroleiro em chamas afunda e Irã diz que não há chance de sobreviventes

Estavam a bordo 32 tripulantes, 30 iranianos e dois bengaleses

Petroleiro Sanchi pegou fogo no dia 6 de janeiro | Foto: Transport Ministry of China / AFP / CP

Petroleiro Sanchi pegou fogo no dia 6 de janeiro | Foto: Transport Ministry of China / AFP / CP

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  • AFP

Não há mais esperança de encontrar sobreviventes entre os membros da tripulação do petroleiro iraniano que estava em chamas há uma semana no Mar da China e afundou na manhã deste domingo, informou à televisão estatal o porta-voz da equipe de resgate enviada pelo Irã. Trinta e duas pessoas estavam a bordo - 30 iranianos e dois bengaleses. Três corpos foram encontrados. 

No meio da manhã deste domingo, o navio "de repente foi completamente engolido pelas chamas", com uma cortina de fumaça subindo até 1.000 metros, explicou o ministério dos Transportes chinês. O órgão publicou imagens dramáticas que mostram o petroleiro completamente encoberto por uma espessa fumaça negra. Pouco depois, o navio naufragou.

"De acordo com as últimas notícias da Administração Pública Oceânica, o Sanchi afundou inteiramente", indicou a agência oficial de notícias Xinhua. Um jornalista de televisão estatal chinesa CCTV, a bordo de uma aeronave da Administração Pública Oceânica, disse ter visto destroços do Sanchi e petróleo derramado em uma área de 10 quilômetros quadrados.

"O vazamento de petróleo é muito grave", disse o jornalista citado pela CCTV. Mas a televisão também citou um engenheiro da Administração Oceânica, Zhang Yong, que minimizou os temores sobre os riscos ecológicos. "Trata-se de petróleo leve, e esse tipo de derramamento tem um impacto muito menor em comparação com outros vazamentos de petróleo, porque esse tipo de petróleo é especialmente volátil", garantiu Zhang. "Estamos no mar aberto, muito longe de locais habitados, de modo que o impacto para o homem deve ser mínimo".

Os esforços de resgate mostraram-se particularmente difíceis devido às altas temperaturas a bordo do navio iraniano, de acordo com He Wanb, especialista da empresa chinesa de petróleo Huade Petrochemical, citado pela CCTV.  No sábado, a China recuperou a caixa preta e dois corpos de marinheiros do navio petroleiro. "Os membros da tripulação do navio morreram durante a primeira hora após o acidente por causa do poder da explosão e da fumaça de gás", indicou o porta-voz Mohammad Rastad. "Não há esperança de encontrar sobreviventes (...) Dois terços do petroleiro afundaram, o fogo se espalhou e envolve completamente o navio e não podemos nos aproximar", acrescentou.

O petroleiro Sanchi, com 136 mil toneladas de hidrocarbonetos leves (condensados) a bordo, pegou fogo em 6 de janeiro após colidir com um navio de carga chinês. O acidente ocorreu cerca de 300 quilômetros a leste da cidade chinesa de Xangai.

O petroleiro de bandeira panameña pertence à National Iranian Tanker Company (NITC), operadora que administra a frota de petroleiros do Irã. Ele se dirigia à Coreia do Sul, com carga destinada à Hanwha Total.