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Porto Alegre, terça-feira, 11 de Dezembro de 2018

  • 05/12/2018
  • 08:54
  • Atualização: 09:30

Procurador turco pede a prisão de pessoas próximas ao príncipe saudita no caso Khashoggi

Jornalista foi morto em 2 de outubro no consulado de seu país, em Istambul

Jornalista era crítico do regime da Arábia Saudita | Foto: Ozan Kose / AFP / CP Memória

Jornalista era crítico do regime da Arábia Saudita | Foto: Ozan Kose / AFP / CP Memória

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  • AFP

O procurador-geral turco pediu nesta quarta-feira a detenção de duas pessoas próximas ao príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman, no caso do assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi no consulado do reino em Istambul. O gabinete do procurador-geral de Istambul solicitou mandatos de detenção contra Ahmed al Assiri e Saud al Qahtani, suspeitos de planejar o assassinato, de acordo com um documento transmitido pela Procuradoria ao tribunal.

EUA

Dois importantes senadores do governo dos EUA disseram, na terça-feira, após uma reunião a portas fechadas com a diretora da CIA, que "sem dúvida" o príncipe herdeiro saudita ordenou o assassinato do jornalista. As declarações explosivas contradizem a posição mais neutra do presidente Donald Trump, que minimizou a possível relação entre o príncipe Mohamed bin Salman e o assassinato brutal de Khashoggi na Turquia.

Os republicanos Bob Corker, presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, e Lindsey Graham, uma aliada de Trump na Câmara Alta, disseram que há grandes evidências de envolvimento após uma reunião com a diretora da CIA, Gina Haspel. "Não tenho dúvidas de que o príncipe herdeiro dirigiu o assassinato e manteve-se a par da situação", disse Corker. "Se MBS estivesse diante de um júri, ele seria condenado em menos de 30 minutos", declarou sobre o homem forte saudita, também chamado por suas iniciais MBS.

Graham, que instou Trump a tomar uma posição muito mais dura contra Riad, destacou a "brutalidade" do assassinato. O príncipe herdeiro é "louco" e é "cúmplice no mais alto nível possível", afirmou.

Khashoggi, colaborador do jornal Washington Post e crítico do governo saudita, foi assassinado e supostamente esquartejado no dia 2 de outubro no consulado de seu país em Istambul.