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Porto Alegre, sexta-feira, 14 de Dezembro de 2018

  • 05/12/2018
  • 21:57
  • Atualização: 22:01

Macron faz "apelo à calma" em meio a intensificação de protestos na França

Novas manifestações foram convocadas em Paris neste fim de semana

Novas manifestações foram convocadas em Paris neste fim de semana | Foto: Jean-François Moneur / AFP / CP

Novas manifestações foram convocadas em Paris neste fim de semana | Foto: Jean-François Moneur / AFP / CP

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  • AFP

O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu às forças políticas e sindicais nesta quarta-feira para lançarem um "apelo à calma" com o objetivo de desmobilizar os protestos que varrem o país. O governo quer evitar a todo custo que se repitam as cenas de caos do fim de semana passado, quando milhares de manifestantes tomaram o Arco do Triunfo, montaram barricadas no coração de Paris e atearam fogo em veículos, diante do olhar incrédulo de moradores e turistas.

"O momento que vivemos já não é o da oposição política", disse o porta-voz do governo, Benjamin Griveaux, citando Macron. "O presidente pediu às forças políticas, sindicais e patronais que lancem um chamado claro e explícito à calma", acrescentou. "A segurança dos franceses e nossas instituições estão em jogo", afirmou o primeiro-ministro, Edouard Philippe, em discurso ante a Assembleia Nacional.

Na noite desta quarta-feira, o Palácio do Eliseu revelou que teme "uma grande violência" nas manifestações convocadas para o próximo sábado. Há três semanas, a França vive protestos convocados pelo movimento popular "coletes amarelos", que começou com um protesto contra a alta do imposto sobre combustíveis e, agora, reflete uma insatisfação social mais ampla.

Os protestos começam a se estender para outras categorias. Vários colégios de Ensino Médio estavam bloqueados nesta quarta, pelo terceiro dia consecutivo, em uma mobilização contra a reforma educacional do governo. Além disso, os sindicatos estudantis convocaram a intensificação das greves na quinta-feira. Os agricultores se somaram ao movimento, e o principal sindicato do setor anunciou uma série de paralisações para a próxima semana em todo país.

Novas concessões

O Executivo cancelou todas as elevações do imposto sobre os combustíveis previstas para 2019, informou nesta quarta-feira o ministro da Ecologia, François de Rugy.

As altas do imposto sobre os combustíveis previstas para a partir de 1º de janeiro estão "suspensas no ano de 2019" em sua totalidade, disse François de Rugy ao canal de televisão BFM, acrescentando que a decisão visa afastar os temores da sociedade de que a elevação do imposto seja retomada após o fim dos protestos.

É a primeira vez que Macron recua em seu ambicioso plano de reformas, diante da pressão das ruas. Estas medidas parecem insuficientes, porém, para a maioria dos manifestantes.

Éric Drouet, um porta-voz dos "coletes amarelos", convocou os franceses a se reunirem no sábado "perto dos lugares de poder: Champs-Élysées, Arco do Triunfo, ou Place de la Concorde", em frente à Assembleia Nacional.