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  • 06/12/2018
  • 10:36
  • Atualização: 11:05

Diretora financeira da Huawei é presa por suspeita de violar sanções dos EUA ao Irã

China pede liberação imediata de Meng Wanzhou, detida no Canadá a pedido da justiça estadunidense

Ação irritou governo chinês | Foto: AFP / Arquivos / Johannes Eisele

Ação irritou governo chinês | Foto: AFP / Arquivos / Johannes Eisele

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As autoridades canadenses prenderam a diretora financeira da gigante da tecnologia Huawei, em Vancouver, a pedido da Justiça norte-americana. Meng Wanzhou, que também é vice-presidente do conselho consultivo e filha do fundador da empresa, é acusada de ter violado sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos ao Irã. Ela está detida no Canadá e pode ser extraditada para o país vizinho.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, disse nesta quinta-feira que Pequim pediu separadamente a Washington e Ottawa que esclareçam as razões da detenção e "libertem imediatamente a pessoa detida". Ele também afirmou que a China presta assistência consular a Meng desde que soube de sua prisão. Uma audiência judicial foi marcada para sexta-feira, de acordo com o Departamento de Justiça do Canadá.

Em um comunicado, o órgão confirmou que Meng estava enfrentando extradição. “Como há uma proibição de publicação em vigor, não podemos fornecer mais detalhes no momento. A proibição foi solicitada pela própria Sra. Meng”, informou. A notícia veio quando Washington e Pequim iniciaram três meses de negociações com o objetivo de reduzir a escalada de sua guerra comercial, o que aumenta as preocupações dos investidores globais com as crescentes taxas de juros americanas e outros riscos ao crescimento econômico global.

"Os Estados Unidos têm dito a seus aliados que não usem os produtos da Huawei por razões de segurança e provavelmente continuarão os pressionando", disse Norihiro Fujito, estrategista-chefe de investimentos da Mitsubishi, em Tóquio. "Então, enquanto houve um breve momento de otimismo após o fim de semana, conversações entre EUA e China ... a realidade é que não será tão fácil", completou.

Autoridades norte-americanas vêm investigando a Huawei desde pelo menos 2016 por supostamente enviar produtos de origem norte-americana para o Irã e outros países, violando as leis de exportação e sanções dos EUA, disseram fontes agências de notícias em abril. A empresa disse que cumpriu "todas as leis e regulamentos aplicáveis onde opera", incluindo as sanções.

“Tem havido pouca informação fornecida à Huawei sobre as alegações específicas. Não temops conhecimento de nenhuma má conduta da Sra. Meng. A empresa acredita que os sistemas legais do Canadá e dos EUA chegarão a uma conclusão justa", disse Guo Ping, diretor executivo rotativo da empresa, em uma nota divulgada em sua conta Wechat na quinta-feira.