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  • 07/12/2018
  • 09:10
  • Atualização: 09:17

Caso arquivado de pedófilo multimilionário atinge governo Trump

Acordo envolvendo o promotor para se declarar culpado em apenas duas das acusações

Jeffrey Epstein contratou adolescentes carentes para que fizessem

Jeffrey Epstein contratou adolescentes carentes para que fizessem "massagens" que derivaram em abusos sexuais | Foto: Karen Bleier / AFP / CP

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  • AFP

O multimilionário Jeffrey Epstein foi denunciado há dez anos na Flórida por abusar sexualmente de dezenas de jovens, mas após um acordo com a promotoria passou apenas 13 meses na prisão, e o promotor que permitiu tal situação, Alexander Acosta, agora é o secretário de Trabalho de Donald Trump. O jornal Miami Herald pede em seu editorial desta quinta-feira a renuncia de Acosta, após uma extensa investigação sobre o caso Epstein.

Acosta, que era o promotor federal em Miami, está "eticamente comprometido" por ter aliviado Epstein no caso envolvendo o abuso sexual de menores, que poderia ter custado ao magnata a prisão perpétua em 2008. "Recomendamos que Acosta renuncie ao seu atual cargo por permitir que um homem rico, poderoso e conectado politicamente engane a justiça e escape facilmente", diz o editorial do Miami Herald.

Segundo um dos processos, Epstein contratou - com a ajuda de recrutadoras - adolescentes carentes para que fizessem "massagens" que derivaram em abusos sexuais. Cada jovem recebia entre 200 e 300 dólares.

Residente em Palm Beach, Epstein trafega entre a elite econômica e política americana, conhecendo o presidente Donald Trump e o ex-presidente Bill Clinton. De acordo com o Miami Herald, Epstein fez um acordo secreto com Acosta, então procurador federal em Miami, sem que as vítimas fossem informadas. O acordo permitiu que Epstein, então com 54 anos, se declarasse culpado de apenas duas acusações de prostituição, sendo condenado a 13 meses de prisão no condado.

Epstein passou quase toda a pena fora da cela, em seu escritório de Palm Beach, apesar de ser um predador sexual, denuncia o Herald. O jornal identificou 80 mulheres, hoje com cerca de 30 anos, que afirmaram terem sido abusadas sexualmente por Epstein entre 2001 e 2006.