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Porto Alegre, sexta-feira, 25 de Maio de 2018

  • 14/02/2018
  • 09:11
  • Atualização: 09:46

África do Sul aguarda resposta de Zuma ao pedido de renúncia

Congresso Nacional quer que presidente deixe o posto o mais rápido possível

África do Sul aguarda resposta de Zuma ao pedido de renúncia | Foto: Sumaya Hisham / POOL / AFP / CP

África do Sul aguarda resposta de Zuma ao pedido de renúncia | Foto: Sumaya Hisham / POOL / AFP / CP

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  • AFP

A África do Sul aguarda nesta quarta-feira com impaciência uma declaração pública do presidente Jacob Zuma, em resposta ao pedido de renúncia formulado por seu próprio partido, o Congresso Nacional Africano (ANC). Enquanto a imprensa especulava sobre uma possível declaração de Zuma durante a manhã em seu gabinete no Union Buildings em Pretória, a presidência negou todas as versões extraoficiais ao assegurar que nenhum discurso está previsto.

Com o país esperando que Zuma defina seu futuro, a polícia realizou uma operação de busca nesta quarta-feira na residência de Johannesburgo da polêmica família Gupta, que está no centro dos escândalos que envolvem o presidente. A operação aconteceu no âmbito das investigações sobre o suposto tráfico de influências e desvio de recursos públicos de um grupo de empresários muito próximos ao presidente Zuma.

Depois de várias semanas de negociações frustradas com Zuma, que deixaram o país em uma grave crise política, a direção do ANC decidiu nesta terça-feira exigir que ele deixe o poder o mais rápido possível. "O Comitê Nacional Executivo (NEC, órgão de decisão do ANC) decidiu apelar a seu camarada Jacob Zuma", declarou o secretário-geral do partido, Ace Magashule, horas depois de uma reunião de várias horas que refletiu as divisões dentro do ANC.

Cyril Ramaphosa, que assumiu em dezembro a liderança do ANC, busca a saída de Zuma, afetado por vários casos de corrupção, com o objetivo de evitar uma catástrofe eleitoral nas eleições gerais de 2019. A ordem para que Zuma renuncie foi recebida com alívio na África do Sul. Mas várias pessoas especulam que o chefe de Estado poderia tentar ignorar os apelos. A princípio, o presidente sul-africano não tem nenhuma obrigação constitucional de respeitar a decisão do NEC. Mas caso ele se recuse a acatar a ordem do partido, o ANC pode apresentar uma moção de censura ao Parlamento para afastá-lo do poder.