Correio do Povo | Notícias | Grande protesto contra armas de fogo deve mobilizar centenas de cidades nos EUA

Porto Alegre

21ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, sábado, 17 de Novembro de 2018

  • 23/03/2018
  • 23:32
  • Atualização: 23:58

Grande protesto contra armas de fogo deve mobilizar centenas de cidades nos EUA

Previsão é de 500 mil manifestantes em Washington neste sábado

Previsão é de 500 mil manifestantes em Washington neste sábado | Foto: Andrew Caballero Reynolds / AFP / CP

Previsão é de 500 mil manifestantes em Washington neste sábado | Foto: Andrew Caballero Reynolds / AFP / CP

  • Comentários
  • AFP

Jovens e estudantes ocuparão neste sábado as ruas de centenas de cidades dos Estados Unidos para uma mobilização nacional contra as armas de fogo. A expectativa é de reunir meio milhão de manifestantes na capital, Washington. A "Marcha por nossas vidas" é uma reação ao massacre de 14 de fevereiro em uma escola na Flórida, em que um jovem com uma arma semiautomática provocou a morte de 14 estudantes e três adultos.

O massacre, apenas o último capítulo de um drama que periodicamente se repete no país, gerou uma intensa onda de consternação e os próprios estudantes tomaram a frente dos protestos. Mas o movimento que começou alavancado por adolescentes cansados dos banhos de sangue adquiriu força própria e personalidades públicas já se somaram a ele.

O ator George Clooney e sua esposa, Amal, doaram meio milhão de dólares para o movimento. Oprah Winfrey e Steven Spielberg também declararam seu apoio, e o ator Bill Murray comparou as marchas de sábado aos protestos contra a guerra do Vietnã na década de 1960. Para a concentração na Contitution Avenue, em Washington, figuras populares entre os jovens americanos como os músicos Ariana Grande, Jennifer Hudson, Demi Lovato, Justin Timberlake e Miley Cyrus já confirmaram presença.

Mas as maiores estrelas do protesto são os adolescentes que sobreviveram ao ataque no colégio de Parkland, na Flórida, e que lançaram o grito inaugural do movimento juvenil contra as armas de fogo. "Estas manifestações não teriam acontecido sem o massacre em minha escola. Por isso, será um momento difícil", disse o estudante Carlos Rodríguez, que escapou ileso do massacre na Flórida. "Me sinto orgulhoso de ser um dos estudantes que começou com este movimento", acrescentou.