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Porto Alegre, terça-feira, 14 de Agosto de 2018

  • 17/04/2018
  • 08:33
  • Atualização: 08:45

França voltará a atacar a Síria em caso de novo ataque químico, diz ministro francês

Jean-Yves Le Drian afirmou que se Bashar al-Assad atravessar linha vermelha, haverá resposta

Jean-Yves Le Drian afirmou que se Bashar al-Assad atravessar linha vermelha, haverá resposta | Foto: Emmanuel Dunand / Pool / AFP / CP

Jean-Yves Le Drian afirmou que se Bashar al-Assad atravessar linha vermelha, haverá resposta | Foto: Emmanuel Dunand / Pool / AFP / CP

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  • AFP

O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, afirmou que "tudo sugere" que a Síria não tem mais capacidades para fabricar armas químicas, mas advertiu que se Damasco voltar a utilizá-las, a França e seus aliados não hesitariam em voltar a atacar.

Em uma entrevista à rádio France Info, Jean-Yves Le Drian recordou que "em agosto 2013 o regime de Bashar al-Assad havia se comprometido a destruir todo seu arsenal químico". "No entanto, claramente, não destruiu tudo", disse. "Mas está claro para Bashar al-Assad que se, por acaso, atravessar novamente esta linha vermelha, a resposta seria idêntica", completou o chefe da diplomacia francesa.

"O tema é a arma química. Não declaramos guerra a Bashar al-Assad ou a seus aliados. Simplesmente garantimos que a arma química não volte a ser utilizada", completou. Estados Unidos, França e Reino Unido realizaram no último sábado um ataque contra instalações de produção e armazenamento de armas químicas na Síria, em represália a um suposto ataque químico atribuído ao regime sírio e que teria provocado as mortes de pelo menos 40 pessoas.

Os ataques do último sábado foram a primeira operação militar de envergadura ordenada pelo presidente Emmanuel Macron, que assumiu a presidência da França há menos de um ano. Em 2017, ele afirmou que o uso de armas químicas representaria uma "linha vermelha" e que provocaria uma "resposta imediata" da França.