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Porto Alegre, domingo, 23 de Setembro de 2018

  • 10/05/2018
  • 22:18
  • Atualização: 22:22

Trump cancela programa da Nasa que monitorava gases de efeito estufa

Sistema era ferramenta importante para controlar emissões em todo o mundo

Sistema era ferramenta importante para controlar emissões em todo o mundo | Foto: Scott Olson / Getty Images / AFP / CP

Sistema era ferramenta importante para controlar emissões em todo o mundo | Foto: Scott Olson / Getty Images / AFP / CP

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  • AFP

A Casa Branca "matou silenciosamente" um programa da Nasa de US$ 10 milhões por ano que rastreia carbono e metano, principais gases do efeito estufa, informou a revista Science nesta quinta-feira. O Sistema de Monitoramento de Carbono (CMS) rastreava fontes e sumidouros dos gases e fazia modelos de alta resolução dos fluxos de carbono do planeta, disse o relatório.

"Agora, o governo do presidente Donald Trump matou silenciosamente o CMS", afirmou, descrevendo a medida como a mais recente de um "amplo ataque à ciência climática" montado pela Casa Branca. A Nasa não respondeu imediatamente a um pedido de comentários. A revista Science disse que a Nasa "se recusou a fornecer uma razão para o cancelamento além de 'restrições orçamentárias e prioridades maiores dentro do orçamento da ciência'".

O artigo citou o porta-voz da agência espacial americana Steve Cole, que afirmou que não houve menção ao CMS em um acordo de orçamento assinado em março, o que "permitiu que a medida do governo tivesse efeito".  Os subsídios existentes seriam autorizados a terminar, mas nenhuma nova pesquisa seria apoiada, disse o relatório. Trump já cancelou outra missão de ciências da terra, o Orbiting Carbon Observatory 3 (OCO-3), e anunciou a retirada dos EUA do acordo climático de Paris de 2015.

De acordo com Kelly Sims Gallagher, da Universidade de Tufts, em Medford, Massachusetts, o corte do CMS prejudica os esforços para verificar as reduções nacionais de emissões acordadas no acordo climático. "Se você não pode medir as reduções de emissões, não pode ter certeza de que os países estão aderindo ao acordo", salientou  à revista. Cancelar o CMS "é um grave erro", acrescentou.