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Porto Alegre, quarta-feira, 23 de Maio de 2018

  • 15/05/2018
  • 08:17
  • Atualização: 08:27

China pede moderação em Gaza, "especialmente a Israel"

Exército israelense matou a tiros dezenas de manifestantes

Exército israelense matou a tiros dezenas de manifestantes | Foto: Jack Guez / AFP / CP

Exército israelense matou a tiros dezenas de manifestantes | Foto: Jack Guez / AFP / CP

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  • AFP

A China pediu moderação, "especialmente a Israel", um dia depois da morte de pelo menos 59 palestinos em confrontos e protestos na Faixa de Gaza contra a inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém. "Pedimos às partes palestina e israelense, especialmente a Israel, que atuem com moderação para evitar uma escalada de tensão", afirmou Lu Kang, porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores.

O Conselho de Segurança da ONU, do qual a China é membro permanente, deve se reunir nesta terça-feira para debater a situação na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza.

A segunda-feira foi o dia mais violento do conflito israelense-palestino desde 2014. A liderança palestina denunciou um "massacre". O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu justificou o uso da força pelo direito de Israel de defender suas fronteiras contra os atos "terroristas" do movimento islamita Hamas, que governa Gaza e contra o qual Israel travou três guerras desde 2008.

Os acontecimentos de segunda-feira na Faixa de Gaza provocaram uma grande preocupação e críticas da comunidade internacional. Turquia e África do Sul decidiram convocar para consultas eu embaixadores em Israel. O presidente francês, Emmanuel Macron, "condenou a violência das Forças Armadas israelenses contra os manifestantes".

As forças israelenses mataram mais de 100 palestinos desde 30 de março, quando começou a "Marcha do Retorno", movimento de protesto que reúne regularmente milhares de moradores de Gaza ao longo da cerca de segurança que separa Israel do território palestino.

O número pode aumentar porque está prevista uma nova mobilização na fronteira esta terça-feira, dia em que os palestinos recordam a "Nakba", a "catástrofe", como eles chamam a criação de Israel em 1948 e que foi sinônimo de êxodo para centenas de milhares de pessoas.