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  • 15/05/2018
  • 13:40
  • Atualização: 13:54

Congo tem pelo menos mais sete casos suspeitos de ebola, diz OMS

Até 13 de maio, 39 casos de ebola foram reportados no país, incluindo 19 mortes

Até 13 de maio, 39 casos de ebola foram reportados no país, incluindo 19 mortes | Foto: Mark Naftalin / Unicef / AFP / CP

Até 13 de maio, 39 casos de ebola foram reportados no país, incluindo 19 mortes | Foto: Mark Naftalin / Unicef / AFP / CP

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  • Agência Brasil

Desde a declaração de um novo surto de ebola na República Democrática do Congo, na semana passada, o país já registrou pelo menos mais sete casos suspeitos da doença. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, entre 4 de abril e 13 de maio, 39 casos de ebola foram reportados no Congo, incluindo 19 mortes. Até o momento, a região de Bikoro responde pela maioria dos casos da doença no país - 29, sendo dois confirmados, 20 prováveis e sete suspeitos.

Em seguida, estão as áreas de Iboko, com oito casos, sendo três prováveis e cinco suspeitos, e de Wangata, com dois casos prováveis. "Os casos serão revisados à medida em que novas informações forem chegando", destacou a OMS. A entidade alertou que região de Wangata é adjacente à cidade portuária provincial de Bandaka, que tem população estimada em 1,2 milhão de pessoas. "Equipes de resposta que estão no local realizam processo de verificação de informação de casos reportados", acrescentou.

A OMS já enviou 50 equipes de saúde pública ao Congo na tentativa de conter o surto. Pior cenário Na semana passada, a organização informou que se preparava para o pior cenário possível perante o novo surto de ebola na República Democrática do Congo. "Estamos muito preocupados porque a área onde surgiu é remota e muito pobre e com um acesso muito precário. A chegada de assistência é um desafio por si mesmo", disse o diretor de Emergências da OMS, Peter Salama.

"Temos medo de que o surto se expanda a Bandaka, capital provincial, com 1 milhão de habitantes. Se chegar a essa cidade, teremos um surto maior e um desafio muito grande, porque o que sabemos da nossa experiência na África Ocidental é que, quando o ebola chega à grande cidade e especialmente a áreas de favelas, é muito difícil deter a doença", concluiu.