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  • 16/05/2018
  • 14:40
  • Atualização: 14:54

Senado divulga documentos de reunião entre Trump Jr e russos em 2016

Filho do presidente informou não ter falado com o pai sobre a reunião com advogada relacionada ao Kremlin

Filho do presidente informou não ter falado com o pai sobre a reunião com advogada relacionada ao Kremlin | Foto: Saul Loeb / AFP / CP

Filho do presidente informou não ter falado com o pai sobre a reunião com advogada relacionada ao Kremlin | Foto: Saul Loeb / AFP / CP

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  • AFP

Um Comitê do Senado americano divulgou nesta quarta-feira milhares de documentos de sua investigação sobre uma reunião ocorrida na Trump Tower entre Donald Trump Jr e russos que haviam prometido material incriminador sobre Hillary Clinton. Em um depoimento revelado pelo Comitê Judicial do Senado, Trump Jr informou não ter falado antecipadamente a seu pai sobre a reunião com uma advogada relacionada ao Kremlin cinco meses antes da eleição.

A reunião de 9 de junho de 2016 com Natalia Veselnitskaya também contou com a presença do então chefe de campanha do republicano, Paul Manafort, e do genro de Trump, Jared Kushner. A reunião na Trump Tower foi organizada por Rob Goldstone, um ex-jornalista britânico que contactou Trump Jr dizendo ter informações "de nível muito alto e muito sensíveis" que comprometiam Hillary, adversária de Trump. "Eu adoraria", respondeu o filho do republicano. Mas Trump Jr disse depois que não deram "informação significativa" e que a reunião se centrou principalmente no tema das adoções de crianças russas.

Entre os 2 mil documentos publicados pelo Comitê do Senado está a transcrição do depoimento de Trump Jr. Em uma declaração à mídia americana nesta quarta-feira, assegurou que apreciava "a oportunidade de ter ajudado o Comitê Judicial em sua investigação". "Agora o público pode ver que durante mais de cinco horas respondi todas as perguntas, e fui franco e direto", continuou.

O senador republicano Chuck Grassley, presidente do Comitê Judicial do Senado, declarou ter publicado os documentos para que "os americanos possam revisar a informação" e "chegar a suas próprias conclusões". Os democratas do Comitê disseram que a reunião de 2016 "confirma que a campanha de Trump estava disposta a aceitar a ajuda da Rússia".

"Seus esforços para ocultar a reunião e seu verdadeiro propósito são consistentes com um padrão maior de declarações falsas sobre a relação da campanha de Trump com a Rússia", segundo um comunicado. "O Comitê encontrou evidências de múltiplos contatos entre a campanha de Trump e funcionários do governo russo, ou seus intermediários, incluindo ofertas de ajuda e propostas de Vladimir Putin, o que justifica uma maior investigação", acrescentaram.