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Porto Alegre, terça-feira, 13 de Novembro de 2018

  • 21/05/2018
  • 13:52
  • Atualização: 13:57

Gina Haspel se torna primeira mulher a dirigir a CIA

Funcionária há mais de trinta anos, diretora ficou conhecida por relação com uso de métodos britais de tortura

Diretora ficou conhecida por relação com uso de métodos britais de tortura | Foto: Mark Wilson / Getty Images North America / AFP / CP

Diretora ficou conhecida por relação com uso de métodos britais de tortura | Foto: Mark Wilson / Getty Images North America / AFP / CP

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  • AFP

Gina Haspel, de 61 anos, tornou-se formalmente nesta segunda-feira  a primeira mulher a dirigir a Agência Central de Inteligência (CIA). Funcionária de mais de 30 anos de carreira na agência, Gina atuava como diretora interina, no lugar de Mike Pompeo, que assumiu o Departamento de Estado. O processo de confirmação de Gina Haspel no Senado deflagrou enorme polêmica por sua relação com o uso de brutais métodos de tortura por parte da CIA há uma década. "Estou apoiada nos ombros de heroínas que nunca buscaram o reconhecimento público, mas serviram como inspiração para as que vieram depois", disse Haspel na cerimônia de posse na sede da CIA.

De acordo com a nova diretora da CIA, "gerações" de agentes "desafiaram estereótipos, romperam e abriram portas para o resto de nós". Ela estava rodeada pelo presidente Donald Trump, por Pompeo e pelo vice-presidente Mike Pence, que lhe tomou o juramento. Trump leu um breve discurso, no qual elogiou Haspel, a quem apresentou como uma pessoa "dura", mas sem fazer qualquer referência ao papel que ela desempenhou na chamada "guerra ao terror" por meio da aplicação de técnicas de tortura. Durante a denominada "guerra ao terror", Gina Haspel era responsável por um centro clandestino de detenção administrado pela CIA e situado na Tailândia.

Sua audiência pública ao Comitê de Inteligência do Senado, em março, como parte de seu processo de confirmação, causou revolta entre os democratas e organizações de defesa dos direitos humanos. Nela, Gina se negou a condenar o uso de tortura e sequer aceitou considerar se sua aplicação era imoral. Haspel se referiu apenas a um "programa avançado de detenção e interrogatórios", nome formal com o qual a comunidade de Inteligência americana legalizou o uso dessas práticas brutais, posteriormente consideradas como tortura pelo próprio Senado.