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  • 24/05/2018
  • 11:33
  • Atualização: 11:37

Putin substitui chefe da agência espacial russa

Nomeação foi realizada após anos de contratempos dentro de setor espacial

Nomeação foi realizada após anos de contratempos dentro de setor espacial | Foto: Mikhail Klimentyev / Sputnik / AFP / CP

Nomeação foi realizada após anos de contratempos dentro de setor espacial | Foto: Mikhail Klimentyev / Sputnik / AFP / CP

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O presidente Vladimir Putin substituiu nesta quinta-feira o chefe da estratégica agência espacial russa Roskosmos, afetada nos últimos anos por uma série de contratempos, e nomeou o ex-vice-primeiro-ministro Dmitry Rogozin. Rogozin é conhecido por suas declarações virulentas contra os ocidentais e é alvo de sanções dos Estados Unidos, importante parceiro da Rússia no setor espacial. Até a semana passada ele estava encarregado de supervisionar o complexo militar-industrial. Agora ele vai substituir Igor Komarov, no cargo desde 2015. "Farei todo o possível e tudo o que for necessário para justificar sua confiança", declarou Rogozin após sua nomeação, segundo imagens transmitidas pela TV pública Rossia 24.

Nos últimos anos, a Rússia sofreu uma série de reveses que mancharam sua reputação no setor espacial. Em dezembro de 2017, perdeu brevemente o contato com o primeiro satélite de telecomunicações angolano lançado do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, antes de recuperar a conexão. Mas sua viabilidade a longo prazo permanece incerta. Um mês antes, no mesmo ano, perderam o contato com o satélite meteorológico Meteor e vários outros pequenos satélites lançados a partir do cosmódromo Vostochny, que a longo prazo deve substituir o de Baikonur e cuja construção custou entre 300 e 400 bilhões de rublos (4 a 5,3 bilhões de euros).

O país, no entanto, permanece na vanguarda no campo espacial, já que pois possui os únicos foguetes capazes de transportar e trazer tripulações da Estação Espacial Internacional (ISS), para a qual também fornece o módulo principal. A ISS, que é um exemplo excepcional de cooperação russo-americana e está em órbita terrestre desde 1998.