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  • 28/05/2018
  • 08:29
  • Atualização: 08:40

Migrante mali que salvou garoto em Paris será nacionalizado francês

Vídeo que mostra o homem escalando prédio para salvar menino viralizou na internet

Jovem encontrou o presidente Emannuel Macron nesta segunda-feira | Foto: Thibalut Camus / POOL / AFP / CP

Jovem encontrou o presidente Emannuel Macron nesta segunda-feira | Foto: Thibalut Camus / POOL / AFP / CP

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  • AFP

Mamoudou Gassama, de 22 anos, um jovem mali em situação ilegal que, no sábado, escalou em poucos segundos quatro andares de um prédio em Paris para salvar um menino de 4 anos, será nacionalizado francês - anunciou o presidente da França, Emmanuel Macron, nesta segunda-feira. "Todos os papéis vão ser regularizados", disse Macron durante uma conversa com o jovem mali, divulgada em sua página no Facebook. O presidente também lhe propôs iniciar os trâmites para obter a nacionalidade francesa, o que Gassama aceitou.

O jovem mali foi aclamado como um "herói" na França depois que um vídeo, visto por milhões de pessoas nas redes sociais, mostrou-o escalando sem pensar quatro andares de um prédio, após ver uma criança em perigo, pendurada no vazio. O fato aconteceu às 20h locais de sábado (15h em Brasília) no norte de Paris. O vídeo mostra Gassama escalando uma fachada, a qual ele consegue subir habilmente de varanda em varanda, enquanto um homem tentava sustentar a criança de uma sacada vizinha.

Os bombeiros chegaram ao local e descobriram que o pequeno já havia sido resgatado. A impactante cena foi filmada pelos transeuntes que se aglomeraram na rua para acompanhar os acontecimentos. O vídeo viralizou rapidamente nas redes sociais e, na noite de domingo, já tinha quatro milhões de acessos. Segundo os primeiros elementos da investigação, o garoto estava sozinho na varanda, na ausência dos pais, que não estavam em casa.

Depois do ocorrido, o pai do garoto foi posto em prisão preventiva e está sendo investigado por "não cumprir suas obrigações parentais", segundo uma fonte judicial. O menino foi levado para um centro social, já que a mãe não está em Paris.