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  • 02/06/2018
  • 14:40
  • Atualização: 14:44

Síria condiciona negociações à retirados EUA da fronteira

Exército sírio enviou tropas para eventual operação de desalojamento de rebeldes

Exército sírio enviou tropas para eventual operação de desalojamento de rebeldes | Foto: Mohamad Abazeed / AFP / CP

Exército sírio enviou tropas para eventual operação de desalojamento de rebeldes | Foto: Mohamad Abazeed / AFP / CP

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  • AFP

O chefe da diplomacia síria, Walid Muallem, condicionou neste sábado a participação de seu governo nas negociações sobre o destino do sul da Síria, em parte controlado por rebeldes, à retirada dos Estados Unidos de outra região situada na fronteira jordaniana-iraquiana. Há várias semanas o exército sírio envia tropas em reforço ao sul do país visando a uma eventual operação militar para desalojar os rebeldes, que controlam cerca de 70% das províncias meridionais de Deraa e Quneitra.

O grupo Estado Islâmico (EI) mantém presença limitada no sudoeste de Deraa. Na segunda-feira, a Rússia, aliada da Síria, convocou os Estados Unidos e a Jordânia, com os quais conseguiu um acordo de cessar-fogo nesta região em julho de 2017, para uma reunião tripartite para discutir uma eventual solução negociada. A Rússia já supervisionou vários acordos denominados de reconciliação em diferentes zonas rebeldes na Síria, que experimentaram ofensivas. O conflito sírio iniciado em 2011 já deixou mais de 350 mil mortos e milhões de pessoas deslocadas.