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  • 16/06/2018
  • 07:53

OMS descarta poliomielite em caso suspeito na Venezuela

Menino de 34 meses apresentou sintomas de paralisia flácida aguda em uma comunidade com escassa cobertura em vacinas

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A poliomielite não está na origem de um caso de paralisia infantil na Venezuela, como algumas pessoas chegaram a suspeitar no país, onde a doença foi erradicada há décadas, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS). Depois do anúncio em 8 de junho de uma eventual "suspeita de ressurgimento da doença na Venezuela, os exames realizados no laboratório global especializado (sequenciamento genético) descartaram a presença tanto do poliovírus selvagem como do poliovírus derivado da vacina", explicou a OMS em um comunicado.

Em 29 de abril, um menino de 34 meses apresentou sintomas de paralisia flácida aguda em uma comunidade com escassa cobertura em vacinas no Delta de Orinoco, no estado de Delta Amacuro, segundo a OMS. A informação provocou o temor do retorno da poliomielite na Venezuela, país que enfrenta uma grave crise econômica e política, assim como na área de saúde.

O médico José Félix Oletta, ex-ministro da Saúde, afirmou à AFP na semana passada que o último caso de poliomielite aguda na Venezuela foi reportado em 1989 e afirmou que "há outros três (casos) suspeitos", também em Delta Amacuro. A OMS afirmou que várias doenças, além da polio, podem provocar a paralisia flácida aguda. "O menino está recebendo mais avaliações clínica para estabelecer causas alternativas da paralisia", afirmou a Organização Pan-Americana da Saúde (OPS, divisão da OMS nas Américas).

A poliomielite é uma doença viral altamente contagiosa, que se transmite através de alimentos e água contaminados. A enfermidade afeta o sistema nervoso, comprometendo as células responsáveis pelo controle muscular. Pode ser prevenida com o uso da vacina.