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Porto Alegre, terça-feira, 20 de Novembro de 2018

  • 24/06/2018
  • 16:44
  • Atualização: 16:52

Mais de 500 crianças "reunidas" após separações na fronteira dos EUA

Departamento de Saúde e Serviços Humanos ainda abriga mais de 2 mil menores

Mais de 500 crianças

Mais de 500 crianças "reunidas" após separações na fronteira dos EUA | Foto: John Moore / AFP / CP

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Mais de 500 crianças separadas de seus pais sob a política de "tolerância zero" à imigração foram reintegrados às suas famílias nos Estados Unidos, afirmaram neste domingo funcionários do governo. O Departamento de Segurança Nacional indicou que 522 crianças separadas de seus pais como parte do combate à imigração "ilegal" se reuniram com suas famílias, mas outros 2.053 menores permanecem aos cuidados do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

Na primeira publicação de dados oficiais desde que Trump pôs fim na quarta-feira às separações familiares, o Departamento indicou que o processo de reunificação "está bem coordenado". "O governo dos Estados Unidos conhece a localização de todas as crianças sob sua custódia e está trabalhando para reuni-los às suas famílias", acrescentou a pasta em um comunicado difundido neste sábado à noite.

Uma piada de sistema

Ao tentar conter o fluxo de dezenas de milhares de migrantes da América Central e do México que chegam à fronteira sul todos os meses, Trump ordenou no começo de maio que todos os adultos que entrassem no país de forma irregular fossem presos e seus filhos separados deles. Depois que as imagens de crianças confinadas geraram uma onde de indignação no país e no mundo, Trump pôs fim à prática da separação, mas continuou com seu discurso linha dura sobre a imigração.

O presidente considera esse tema crucial antes das eleições legislativas de metade de período, que vão acontecer no mês de novembro. "Não podemos permitir que todas essas pessoas invadam nosso país", disse Trump neste domingo na rede social Twitter.

"Quando alguém chega, devemos imediatamente, sem juízes nem julgamentos, levá-lo de volta de onde veio", disse, o que sugere um tratamento sem o devido processo legal que a Constituição americana garante a "qualquer pessoa". Quase todas as famílias que chegam ao país solicitaram refúgio oficialmente.

"Nosso sistema é uma piada à boa política de imigração e à Lei e à Ordem", escreveu Trump, que tem tentado repetidamente vincular os imigrantes com o crime. Legisladores americanos mencionaram neste domingo a necessidade de uma solução mais de longo prazo.

O Congresso não aprovou até agora dois projetos de lei apresentados pela maioria republicana. Uma proposta da linha dura foi derrotada na semana passada, como se esperava, enquanto um projeto de lei de "compromisso" entre as facções duras e moderadas do partido também foi rejeitado. Trump e outros republicanos da linha dura acusam a oposição, democrata de ser branda com a criminalidade e com a imigração.